quarta-feira, 16 de maio de 2018

TERMOS DA ORAÇÃO




Estamos aprendendo a usar mais uma ferramenta de nossa gramática e como usuários desta língua veremos a estruturação de nossas ideias, para que assim possamos efetivar nossos pensamentos e materializar nossas comunicações diárias. Entender os termos essenciais da oração é se capacitar à construção de um texto mais claro de modo a tornar o discurso dotado da clareza e da precisão de que ele tanto necessita.




Verbos transitivos
Fonte: estudopratico.com.br
Os verbos são palavras que exprimem ação, estado, fato ou fenômeno, sendo indispensável na organização do período.
Quanto à predicação verbal (modo pelo qual o verbo forma o predicado), os verbos podem ser classificados em intransitivos, transitivos indiretos, transitivos diretos e transitivos diretos e indiretos (bitransitivos). Neste artigo, abordaremos os verbos transitivos.
Quais são os verbos transitivos?
Os verbos transitivos são aqueles que necessitam de complemento por possuírem o sentido incompleto. Tais verbos transitam e precisam de um complemento para que a ação verbal tenha sentido.
Observe atentamente os exemplos a seguir:
Tenho uma estante cheia de vinis.
(Quem tem, tem alguma coisa, não é? Tenho o quê? Uma estante cheia de vinis.)
 Gosto muito da sua companhia.
 (Quem gosta, gosta de algo ou de alguém, certo? Gosto de quê? Da sua companhia.)
Classificação dos verbos transitivos
Os verbos transitivos subdividem-se em: transitivos diretos, transitivos indiretos e transitivos diretos e indiretos (bitransitivos).
Verbos transitivos diretos
São os verbos que pedem um objeto direto, isto é, um complemento sem preposição.
Confira o exemplo a seguir:
Li o texto que você publicou.
(Li o quê? O texto que você publicou.)
Observe que o verbo necessita de complemento, mas sem preposição. Confira outros exemplos a seguir:
-“Simão Bacamarte não o contrariou. (Machado de Assis)
-Consideramos o caso suspeito.
-“Ele achou estranho o cerimonial.” (Érico Veríssimo)
-Li o livro de Gabriel García Márquez.
 Verbos transitivos indiretos
São os que exigem complemento com preposição, chamado objeto indireto. Confira o exemplo a seguir:
Gostamos da casa e do bairro.
(Gostamos de quê? Observe que a preposição é obrigatória.)
Observe atentamente outros exemplos a seguir:
Preciso de um celular novo.
(Quem precisa, precisa de algo ou de alguém.)
 Nós acreditamos em você.
(Quem acredita, acredita em algo ou alguém.)
Verbos transitivos diretos e indiretos (bitransitivos)
Os verbos bitransitivos são os que se usam com dois objetos: um direto, outro indireto, concomitantemente.
Observe o exemplo a seguir:
A empresa fornece alimentação aos funcionários.
Objeto direto: alimentação
Objeto indireto: aos funcionários
Confira outros exemplos a seguir, retirados da “Novíssima Gramática da Língua Portuguesa”, de Domingos Paschoal Cegalla:
No inverno, Dona Cleia dava roupa aos pobres.
 Objeto direto: roupa
Objeto indireto: aos pobres
 Ceda o lugar aos mais velhos. 
Objeto direto: o lugar
Objeto indireto: aos mais velhos
De acordo com o gramático Cegalla, os principais verbos bitransitivos são: atirar, atribuir, dar, doar, ceder, apresentar, ofertar, oferecer, pedir, prometer, explicar, ensinar, proporcionar, perdoar, pagar, preferir, devolver, chamar, entregar, perguntar, informar, aconselhar, propor, prevenir, relatar, narrar.
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Verbo Transitivo Direto e Indireto


Os Verbos Transitivos Diretos e Indiretos são aqueles que necessitam de dois complementos: um sem preposição (objeto direto) e um com preposição (objeto indireto).
Exemplos:
·         Apresentou as condolências aos familiares.
·         Emprestei a coleção à minha colega.
·         Informei as datas dos exames ontem.
·         O menino ofereceu ajuda à senhora.
Vamos analisar:
1.      Apresento - O verbo é transitivo, uma vez que necessita de complemento, afinal: O que apresento?
2.      Apresento as condolências - as condolências é objeto direto, pois esse complemento verbal não contem preposição. Bem, mas se apresento condolências, apresento-as a alguém. Quem?
3.      aos familiares - aos familiares é, assim, o objeto indireto. Esse complemento contem a preposição a + o artigo os = aos.
Às vezes o objeto direto se refere a coisas, outras a pessoas. O objeto indireto, por sua vez, sempre se refere a pessoas.
Exemplos:
·         Informou o ocorrido às autoridades. (objeto direto = o ocorrido (a coisa)/objeto indireto = às autoridades (as pessoas))
·         Aconselhou os netos para comportamentos adequados. (objeto direto = os netos (as pessoas)/objeto indireto = para comportamentos adequados (a coisa))
Verbos Transitivos Diretos e Indiretos
Exemplos
Agradecer
Agradeceu o convite ao casal.
Anunciar
Anunciou a promoção profissional aos pais.
Atribuir
Atribuíram o título ao melhor aluno.
Conceder
Concedo a oportunidade para quem merece.
Confiar
Confio os meus livros aos amigos.
Dar
A criança deu palmas de alegria.
Declarar
Teve de declarar a mercadoria na alfândega.
Dedicar
Dedico meu tempo aos que precisam.
Dizer
Disse o que a quem?
Doar
Doou os brinquedos para os carenciados.
Encobrir
Encobriram os fatos à polícia.
Entregar
Entregou o envelope ao segurança?
Explicar
Explicarei aos alunos o que for necessário.
Expor
Expôs seus pensamentos ao público.
Extorquir
Extorquiu o dinheiro do velhinho.
Impedir
Alguém impediu a mulher daquele ato?
Louvar
Louvo pessoas com aquela atitude.
Mostrar
Mostra o teu desenho aos avós.
Pagar
Pagou a compra ao dono da loja.
Pedir
Peço a compreensão de todos.
Perdoar
Seu lema era perdoar o mal que lhe faziam.
Prevenir
Preveniu os atletas dos perigos para a saúde.

Verbos Transitivos Diretos e Indiretos
Fonte: soportugues.com.br
Os verbos transitivos diretos e indiretos são acompanhados de um objeto direto e um indireto. Merecem destaque, nesse grupo:
Agradecer, Perdoar Pagar
São verbos que apresentam objeto direto relacionado a coisas e objeto indireto relacionado a pessoas.
Veja os exemplos:
Agradeço
aos ouvintes
a audiência.
Objeto Indireto
Objeto Direto

Cristo ensina que é preciso perdoar
o pecado
ao pecador.
Objeto Direto
Objeto Indireto

Paguei
o débito
ao cobrador.
Objeto Direto
Objeto Indireto
O uso dos pronomes oblíquos átonos deve ser feito com particular cuidado. Observe:
Agradeci o presente. / Agradeci-o.
Agradeço a você. / Agradeço-lhe.
Perdoei a ofensa. / Perdoei-a.
Perdoei ao agressor. / Perdoei-lhe.
Paguei minhas contas. / Paguei-as.
Paguei aos meus credores. / Paguei-lhes.
Saiba que:
Com os verbos agradecer, perdoar e pagar a pessoa deve sempre aparecer como objeto indireto, mesmo que na frase não haja objeto direto. Veja os exemplos: A empresa não paga aos funcionários desde setembro.
Já perdoei aos que me acusaram.
Agradeço aos eleitores que confiaram em mim.


Verbos Transitivos Diretos e Indiretos

Informar
Apresenta objeto direto ao se referir a coisas e objeto indireto  ao se referir a pessoas, ou vice-versa. Por exemplo:
Informe os novos preços aos clientes.
Informe os clientes dos novos preços. (ou sobre os novos preços)
Na utilização de pronomes como complementos, veja as construções:
Informei-os aos clientes. / Informei-lhes os novos preços.
Informe-os dos novos preços. / Informe-os deles. (ou sobre eles)
Obs.: a mesma regência do verbo  informar é usada  para os seguintes:  avisar, certificar, notificar, cientificar, prevenir.
Comparar
Quando seguido de dois objetos, esse verbo admite as preposições "a" ou "com" para introduzir o complemento indireto. Por exemplo:
Comparei seu comportamento ao (ou com o) de uma criança.
Pedir
Esse verbo pede objeto direto de coisa (geralmente na forma de oração subordinada substantiva) e indireto de pessoa.
Por Exemplo:
Pedi-lhe 
favores.
Objeto Indireto
Objeto Direto

Pedi-lhe
que se mantivesse em silêncio.
Objeto Indireto
Oração Subordinada Substantiva
Objetiva Direta

No período "Conhecemos mais pessoas quando estamos viajando", existem seis palavras. Cada uma delas exerce uma determinada função nas orações. Em análise sintática, cada palavra da oração é chamada de termo da oração. Termo é a palavra considerada de acordo com a função sintática que exerce na oração.

Segundo a Nomenclatura Gramatical Brasileira, os termos da oração podem ser:
1) Essenciais
Também conhecidos como termos "fundamentais", são representados pelo sujeito e predicado nas orações.
2) Integrantes
Completam o sentido dos verbos e dos nomes, são representados por:
complemento verbal - objeto direto e indireto;
complemento nominal;
agente da passiva.
3) Acessórios
Desempenham função secundária (especificam o substantivo ou expressam circunstância). São representados por:
adjunto adnominal;
adjunto adverbial;
aposto.
Obs.:
O vocativo, em análise sintática, é um termo à parte: não pertence à estrutura da oração.

Termos essenciais da oração

Sujeito e predicado

Para que a oração tenha significado, são necessários alguns termos básicos: os termos essenciais.
A oração possui dois termos essenciais, o sujeito e o predicado.
Sujeito: termo sobre o qual o restante da oração diz algo.
Por Exemplo:
As praias estão cada vez mais poluídas.
Sujeito
Predicado: termo que contém o verbo e informa algo sobre o sujeito.
Por Exemplo:
As praias
estão cada vez mais poluídas.
Predicado

Posição do sujeito na oração

Dependendo da posição de seus termos, a oração pode estar:
Na ordem direta: o sujeito aparece antes do predicado.
Por exemplo:
As crianças
brincavam despreocupadas.
Sujeito
Predicado
Na Ordem Inversa: o sujeito aparece depois do predicado.
Brincavam despreocupadas
as crianças.
Predicado
Sujeito
Sujeito no Meio do Predicado:
Despreocupadas,
as crianças
brincavam.
Predicado
Sujeito
Predicado

Classificação do sujeito

O sujeito das orações da língua portuguesa pode ser determinado ou indeterminado. Existem ainda as orações sem sujeito.

Sujeito determinado

É aquele que se pode identificar com precisão a partir da concordância verbal. Pode ser:
a) Simples
Apresenta apenas um núcleo ligado diretamente ao verbo.
Por exemplo:
rua estava deserta.
Observação: não se deve confundir sujeito simples com a noção de singular. Diz-se que o sujeito é simples quando o verbo da oração se refere a apenas um elemento, seja ele um substantivo (singular ou plural), um pronome, um numeral ou uma oração subjetiva.
Por exemplo:
Os meninos estão gripados.
Todos cantaram durante o passeio.
b) Composto
Apresenta dois ou mais núcleos ligados diretamente ao verbo.
Tênis e natação são ótimos exercícios físicos. 
c) Implícito
Ocorre quando o sujeito não está explicitamente representado na oração, mas  pode ser identificado.
Por Exemplo: Dispensamos todos os funcionários.
Nessa oração, o sujeito é implícito e determinado, pois está indicado pela desinência verbal -mos.
Observação: o sujeito implícito também é chamado de sujeito elíptico, subentendido ou desinencial. Antigamente era denominado sujeito oculto.
Sujeito indeterminado
É aquele que, embora existindo, não se pode determinar nem pelo contexto, nem pela terminação do verbo. Na língua portuguesa, há três maneiras diferentes de indeterminar o sujeito de uma oração:
a) Com verbo na 3ª pessoa do plural:
O verbo é colocado na terceira pessoa do plural, sem que se refira a nenhum termo identificado anteriormente (nem em outra oração):
Por exemplo:
Procuraram você por todos os lugares.
Estão pedindo seu documento na entrada da festa.
b) Com verbo ativo  na 3ª  pessoa do singular, seguido do pronome se:
O verbo vem acompanhado do pronome se, que atua como índice de indeterminação do sujeito. Essa construção ocorre com verbos que NÃO apresentam complemento direto (verbos intransitivos, transitivos indiretos e de ligação). O verbo obrigatoriamente fica na terceira pessoa do singular.
Exemplos:
Vive-se melhor no campo. (Verbo Intransitivo)
Precisa-se 
de técnicos em informática. (Verbo Transitivo Indireto)
No casamento, sempre se fica nervoso. (Verbo de Ligação)
Entendendo a partícula Se
As construções em que ocorre a partícula se podem apresentar algumas dificuldades quanto à classificação do sujeito.
Veja:
a) Aprovou-se o novo candidato.
       Sujeito
    Aprovaram-se os novos candidatos.
       Sujeito
b) Precisa-se de professor. (Sujeito Indeterminado)
    Precisa-se de professores. (Sujeito Indeterminado)
No caso a, o se é uma partícula apassivadora e o verbo está na voz passiva sintética, concordando com o sujeito. Observe a transformação das frases para a voz passiva analítica:
O novo candidato foi aprovado.
         Sujeito
Os novos candidatos foram aprovados.
           Sujeito
No caso b, se é índice de indeterminação do sujeito e o verbo está na voz ativa. Nessas construções, o sujeito é indeterminado e o verbo fica sempre na 3ª pessoa do singular.
c) Com o verbo no infinitivo impessoal:
Por exemplo:
Era penoso estudar todo aquele conteúdo.
É triste assistir a estas cenas tão trágicas.
Obs.: quando o verbo está na 3ª pessoa do plural, fazendo referência a elementos explícitos em orações anteriores ou posteriores, o sujeito é determinado.
Por Exemplo:
Felipe e Marcos foram à feira. Compraram muitas verduras.
Nesse caso, o sujeito de compraram é eles (Felipe e Marcos). Ocorre sujeito oculto.
Oração sem sujeito
Uma oração sem sujeito é formada apenas pelo predicado e articula-se a partir de um verbo impessoal. Observe a estrutura destas orações:
Sujeito
Predicado
-
Havia formigas na casa.
-
Nevou muito este ano em Nova Iorque.
É possível constatar que essas orações não têm sujeito. Constituem a enunciação pura e absoluta de um fato, através do predicado. O conteúdo verbal não é atribuído a nenhum ser, a mensagem centra-se no processo verbal. Os casos mais comuns de orações sem sujeito da língua portuguesa ocorrem com:
a) Verbos que exprimem fenômenos da natureza:
Nevar, chover, ventar, gear, trovejar, relampejar, amanhecer, anoitecer, etc.
Por exemplo:
Choveu muito no inverno passado.
Amanheceu antes do horário previsto.
Observação: quando usados na forma figurada, esses verbos podem ter sujeito determinado.
Por exemplo:
Choviam crianças na distribuição de brindes. (crianças=sujeito)
Já amanheci cansado. (eu=sujeito)
b) Verbos serestarfazer e haver, quando usados para indicar uma ideia de tempoou fenômenos meteorológicos:
Ser: É noite. (Período do dia)
Eram duas horas da manhã. (Hora)
Obs.:  ao indicar tempo, o verbo ser varia de acordo com a expressão numérica que o acompanha. (É uma hora/ São nove horas)
Hoje é (ou são) 15 de março. (Data)
Obs.: ao indicar data, o verbo ser poderá ficar no singular, subentendendo-se a palavra dia, ou então irá para o plural, concordando com o número de dias.
Estar: Está tarde. (Tempo)
Está muito quente.(Temperatura)
Fazer: Faz dois anos que não vejo meu pai. (Tempo decorrido)
Fez 39° C ontem. (Temperatura)
Haver: Não a vejo  anos. (Tempo decorrido)
Havia muitos alunos naquela aula. (Verbo Haver significando existir)
Atenção:
Com exceção do verbo ser, os verbos impessoais devem ser usados SEMPRE NA TERCEIRA PESSOA DO SINGULAR. Devemos ter cuidado com os verbos fazer haver usados impessoalmente: não é possível usá-los no plural.
Por Exemplo: Faz muitos anos que nos conhecemos.
Deve fazer dias quentes na Bahia.
Veja outros exemplos:
Há muitas pessoas interessadas na reunião.
Houve muitas pessoas interessadas na reunião.
Havia muitas pessoas interessadas na reunião.
Haverá muitas pessoas interessadas na reunião.
Deve ter havido muitas pessoas interessadas na reunião.
Pode ter havido muitas pessoas interessadas na reunião.