quinta-feira, 21 de setembro de 2017

GRAMÁTICA – CLASSE DAS PALAVRAS – PRONOME


Colocação dos Pronomes Oblíquos Átonos 

Um dos aspectos da harmonia da frase refere-se à colocação dos pronomes oblíquos átonos. Tais pronomes situam-se em três posições: - Antes do verbo (próclise): Não te conheço. - No meio do verbo (mesóclise): Avisar-te-ei. - Depois do verbo (ênclise): Sente-se, por favor. 

Próclise 

Por atração: usa-se a próclise quando o verbo vem precedido das seguintes partículas atrativas: - Palavras ou expressões negativas: Não te afastes de mim. - Advérbios: Agora se negam a depor. Se houver pausa (na escrita, vírgula) entre o advérbio e o verbo, usa-se a ênclise: Agora, negam-se a depor. - Pronomes Relativos: Apresentaram-se duas pessoas que se identificaram com rapidez. - Pronomes Indefinidos: Poucos se negaram ao trabalho. - Conjunções subordinativas: Soube que me dariam a autorização solicitada. 
Com certas frases: há casos em que a próclise é motivada pelo próprio tipo de frase em que se localiza o pronome. - Frases Interrogativas: Quem se atreveria a isso? - Frases Exclamativas: Quanto te arriscas com esse procedimento! - Frases Optativas (exprimem desejo): Deus nos proteja. Se, nas frases optativas, o sujeito vem depois do verbo, usa-se a ênclise: Proteja-nos Deus. 
Com certos verbos: a próclise pode ser motivada também pela forma verbal a que se prende o pronome. - Com o gerúndio precedido de preposição ou de negação: Em se ausentando, complicou-se; Não se satisfazendo com os resultados, mudou de método. - Com o infinito pessoal precedido de preposição: Por se acharem infalíveis, caíram no ridículo. 

Mesóclise 

Usa-se a mesóclise tão somente com duas formas verbais, o futuro do presente e o futuro do pretérito, assim quando não vierem precedidos de palavras atrativas. Exemplos:   
Confrontar-se-ão os resultados. Confrontar-se-iam os resultados. 
Mas: Não se confrontarão os resultados. Não se confrontariam os resultados. 
Não se usa a ênclise com o futuro do presente ou com o futuro do pretérito sob hipótese alguma. Será contrária à norma culta escrita, portanto, uma colocação do tipo: 
Diria-se que as coisas melhoraram. (errado) Dir-se-ia que as coisas melhoraram. (correto) 

Ênclise 

Usa-se a ênclise nos seguintes casos: 
- Imperativo Afirmativo: Prezado amigo, informe-se de seus compromissos. 
- Gerúndio não precedido da preposição “em” ou de partícula negativa: Falando-se de comércio exterior, progredimos muito. 
Mas Em se plantando no Brasil, tudo dá. Não se falando em futebol, ninguém briga. Ninguém me provocando, fico em paz. 
- Infinitivo Impessoal: Não era minha intenção magoar-te. Se o infinitivo vier precedido de palavra atrativa, ocorre tanto a próclise quanto a ênclise. Espero com isto não te magoar. Espero com isto não magoar-te. 
- No início de frases ou depois de pausa: Vão-se os anéis, ficam os dedos. Decorre daí a afirmação de que, na variante culta escrita, não se inicia frase com pronome oblíquo átono. Causou-me surpresa a tua reação. 

O Pronome Oblíquo Átono nas Locuções Verbais 

- Com palavras atrativas: quando a locução vem precedida de palavra atrativa, o pronome se coloca antes do verbo auxiliar ou depois do verbo principal. Exemplo: Nunca te posso negar isso; Nunca posso negar-te isso. É possível, nesses casos, o uso da próclise antes do verbo principal. Nesse caso, o pronome não se liga por hífen ao verbo auxiliar: Nunca posso te negar isso. 
- No início da oração ou depois de pausa: quando a locução se situa no início da oração, não se usa o pronome antes do verbo auxiliar. Exemplo: Posso-lhe dar garantia total; Posso dar-lhe garantia total. A mesma norma é válida para os casos em que a locução verbal vem precedida de pausa. Exemplo: Em dias de lua cheia, pode-se ver a estrada mesmo com faróis apagados; Em dias de lua cheia, pode ver-se a estrada mesmo com os faróis apagados. 
- Sem atração nem pausa: quando a locução verbal não vem precedida de palavra atrativa nem de pausa, admite-se qualquer colocação do pronome.  Exemplos: A vida lhe pode trazer surpresas. A vida pode-lhe trazer surpresas. A vida pode trazer-lhe surpresas.    

Observações 

- Quando o verbo auxiliar de uma locução verbal estiver no futuro do presente ou no futuro do pretérito, o pronome pode vir em mesóclise em relação a ele: Ter-nos-ia aconselhado a partir. 
- Nas locuções verbais, jamais se usa pronome oblíquo átono depois do particípio. Não o haviam convidado. (correto); Não haviam convidado-o. (errado). 
- Há uma colocação pronominal, restrita a contextos literários, que deve ser conhecida: Há males que se não curam com remédios. Quando há duas partículas atraindo o pronome oblíquo átono, este pode vir entre elas. Poderíamos dizer também: Há males que não se curam com remédios. 
- Os pronomes oblíquos átonos combinam-se entre si em casos como estes: me + o/a = mo/ma te + o/a = to/ta lhe + o/a = lho/lha nos + o/a = no-lo/no-la vos + o/a = vo-lo/vo-la 
Tais combinações podem vir: - Proclítica: Eu não vo-lo disse? - Mesoclítica: Dir-vo-lo-ei já. - Enclítica: A correspondência, entregaram-lha há muito tempo. 
Segundo a norma culta, a regra é a ênclise, ou seja, o pronome após o verbo. Isso tem origem em Portugal, onde essa colocação é mais comum. No Brasil, o uso da próclise é mais frequente, por apresentar maior informalidade. Mas, como devemos abordar os aspectos formais da língua, a regra será ênclise, usando próclise em situações excepcionais, que são: - Palavras invariáveis (advérbios, alguns pronomes, conjunção) atraem o pronome. Por “palavras invariáveis”, entendemos os advérbios, as conjunções, alguns pronomes que não se flexionam, como o pronome relativo que, os pronomes indefinidos quanto/como, os pronomes demonstrativos isso, aquilo, isto. Exemplos: “Ele não se encontrou com a namorada.” – próclise obrigatória por força do advérbio de negação. “Quando se encontra com a namorada, ele fica muito feliz.” – próclise obrigatória por força da conjunção; - Orações exclamativas (“Vou te matar!”) ou que expressam desejo, chamadas de optativas (“Que Deus o abençoe!”) – próclise obrigatória.  - Orações subordinadas – (“... e é por isso que nele se acentua o pensador político” – uma oração subordinada causal, como a da questão, exige a próclise.). 

Emprego Proibido

- Iniciar período com pronome (a forma correta é: Dá-me um copo d’água; Permita-me fazer uma observação.); - Após verbo no particípio, no futuro do presente e no futuro do pretérito. Com essas formas verbais, usa-se a próclise (desde que não caia na proibição acima), modifica-se a estrutura (troca o “me” por “a mim”) ou, no caso dos futuros, emprega-se o pronome em mesóclise. Exemplos: “Concedida a mim a licença, pude começar a trabalhar.” (Não poderia ser “concedida-me” – após particípio é proibido - nem “me concedida” – iniciar período com pronome é proibido). “Recolher-me-ei à minha insignificância” (Não poderia ser “recolherei-me” nem “Me recolherei”).

OBSERVAÇÃO:
Esta postagem torna-se anônima por não ter anotado a origem de tal estudo, mas é de total confiança a referida edição, por conferir com a gramática homologada pelo MEC.



Professor Jair de Oliveira Filho

Formado em Licenciatura Plena Português – Inglês.

Pensamento do dia


domingo, 17 de setembro de 2017

MEDITE NA VIDA E VIVA MELHOR, ACREDITE E HAVERÁ ESPERANÇA







"Ora, a fé é o firme fundamento das coisas que se esperam, e a prova das coisas que se não vêem.” (Hb 11), então deve enxergar o inexistente, sonhar e acreditar no seu sonho.

sexta-feira, 15 de setembro de 2017

O sexo não é sujo, não é egoísta, não ofende, mas se expressa divinamente.



     O sexo só será visto como arte por um cristão se conseguir desta ideologia transformá-lo em versos, lírico ou épico, refletindo a beleza que está  dentro da criação do Supremo e Único Criador (Deus). Se o cântico poético, ou o drama narrado ou cantado, expressar a dor, o flagelo, covardemente realizada no ser amado, ou ainda subtrair o prazer do simplório tirando-lhe o que não foi concedido e até, por fim, a vida, ou, ainda, violentar a inocência daqueles que não podem se defender – por não entender o que ver –  um ato de suprema covardia. Então, esta arte,  será vista como um ato sádico, ou um ato masoquista, ou o ato de pervertido. Pois  tenta alienar, roubar, destruir, matar um povo que teve o seu conhecimento castrado. 
    Assim os apologistas do “sexo livre” –  estes que declaram como arte suas obras distorcidas, que não respeitam o direito de ver e de opinar do espectador, do líder de uma família – se declaram libertários com o único propósito de violentar o direito de opinião e de escolha que a maioria da população possui. 
    Estes possuidores desta ideologia, assim se declaram, agem com a certeza de que não serão responsabilizados pela deseducação, por saberem  que o poder da mídia, o controle do palanque, o fato de serem a maioria “construída por forças não convencionais” dentro do legislativo (os únicos a fazerem as leis), judiciário (colocados para julgá-las) e executivo (direta ou indiretamente a executá-las).