sexta-feira, 4 de janeiro de 2013

Sexo ou amor, conflito ou solidão





“Antes só do que mal acompanhado”, avisava-me os meus pais convictos de que, também seus pais lhes passaram este grande ensino. Na visão deles o ser humano deveria viver sozinho se não encontrasse uma companhia  correspondente ao seus anseios morais, ou seja, tinha que ser idônea, compatível.

A sociologia em uma de suas correntes ideológica ensina que o homem é um ser social e por isso incapaz de viver só; juntamente a psicologia também afirma em seus estudos sobre a necessidade do homem viver em sociedade, formando seus grupos e/ou famílias, com a probabilidade de apresentar patologias sérias caso os indivíduos não cumprissem tais regras; tendo como exemplo: ansiedade, depressão e o pânico.

Várias frentes de pesquisas têm levantado argumentações sobre esta forte tendência na atual sociedade. A exemplo os isolamentos e separações conjugais que tem sido explosivos. Esses problemas começam dentro das escolas, colégios e outras instituições de ensino onde os alunos estão ficando cada vez mais agressivos em todas as formas possíveis; inclusive com o globalizado bullying combatido de forma política através da mídia. Os professores, por sua vez, tem buscado métodos de ensino e aprendizagem através de pesquisas em grupos, a fim de conseguir unir os alunos frente às dificuldades comum a todos e assim buscar o espírito de solidariedade e posteriormente a amizade. Entretanto, mesmo assim não tem logrado êxito, pois ao sair da instituição educacional cada um dirige-se para sua residência e se esquece daqueles companheiros. O mais notável é que com a presença do crime e da depravação moral na escola eles acabam se unindo, mas não como amigos e sim como comparsas de crime.

Volta-se então para a vida daquelas jovens pessoas em seus convívios mais íntimos, o  seu lar e sua rua, seu bairro. Essa área de pesquisa deveria ser extremamente satisfatória. Encontra-se dividido em fases históricas, a exemplo na geração de 1960 a 1980 temos um relacionamento forte e incrivelmente fraternal, com laços afetivos entre as famílias daquele bairro, gerando até mesmo namoros e posteriores casamentos. Entretanto, na atual geração o relacionamento é muito fraco e na maioria das vezes só conseguiam se conhecer através das instituições de ensino ou através da internet, pelos chamados sites sociais. O fator incentivador para este comportamento está nas diferenças sociais, raças e opções sexuais, tendo como mola propulsora as influências das próprias famílias e novelas e filmes que discretamente passam seus conceitos por um filtro imperceptível  distribuindo suas histórias por todo país.

O fato marcante está em como enxergar as teorias da sociologia e filosofia e a dos meus bisavós apresentarem uma nuvem de fumaça com tantas controvérsias. Haja vista que se olhar com carinho verá que o ser humano está cada dia mais animal irracional, pior, um monstro. Pois não há fidelidade no trabalho, nos contratos, nas empresas, nos governos e nos políticos; e o pior no casamento. Quando há fidelidade tem o mau trato e também a humilhação e sempre o domínio do lado egoísta; isso muitas vezes acompanhado com práticas de violências físicas, verbais e psicológicas. O mais atordoante é o conselho dos religiosos, os quais não observadores da Bíblia/teologia, mas zelosos da tradição,  ordenam  que o homem ou a mulher deve suportar qualquer afronta, mesmo com o sofrimento das violências físicas, uma vez que as verbais e psicológicas não existem, segundo eles. Manter um modelo de um casamento cristão feliz.

Meus pais tinham razão. Mas como viver só? Para não viver só tenho uma solução não convencional, porém bem tecnológica. O homem maltratado pela esposa, com violências, greves sexuais, e até mesmo infidelidade; sugiro o grito de liberdade. Mande-a embora e case com a Amélia, uma mulher que não fala e não cozinha, não faz serviços domésticos, porém está pronta para ser usada sem reclamações e sem dor de cabeça. Quando for para o trabalho deixe-a ali e ali a encontrará, sempre fiel é só mantê-la em casa. Para as mulheres com os problemas sempre parecidos aos dos homens, encontrem o João, firme,  que nunca se cansa e nunca se queixará de você, sempre fiel é só mantê-lo em casa.

Para amizades meu conselho é se conectar nos sites sociais e se não quiser se aborrecer com alguma conversa fiada, crie o imaginário Sr. Wilson o amigo do náufrago, também pode resolver seu problema de solidão, pois deu certo para o personagem do Ator e Produtor Tom Hanks; lembra-se ou aprenda: a vida imita a arte ou arte imita a vida.