quinta-feira, 31 de janeiro de 2013

4.6 LÍNGUA PORTUGUESA (Regência Verbal)





REGÊNCIA VERBAL

Temos um pouco mais a aprender.
ESQUECER E LEMBRAR

Compare:
                           
Eu esqueci o dinheiro.
                        OD
Eu ME esqueci do dinheiro.
                              OI

Eu lembro o fato.
                    OD
Eu ME lembro do fato.
                           OI


A que conclusão se pode chegar? Se não houver pronome, não haverá preposição e são transitivos diretos; se houver pronome, também haverá preposição e passam a ser transitivos indiretos. Outros exemplos:
Eu
Eu esqueci a fórmula.
Eu me esqueci da fórmula.

Tu lembras o acontecido?
Tu te lembras do acontecido?

A fórmula que ele esqueceu era útil.
A fórmula de que ele se esqueceu era útil.


Observação:

ESQUECER e LEMBRAR no sentido de “cair na lembrança” ou “apagar-se da memória” são transitivos indiretos:

Esqueceu-me a sorte.
                  OI       SUJ.
Lembram-me os compromissos.
                 OI                         SUJ.

PROCEDER
Pode ser:
a)      INTRANSITIVO no sentido de “portar-se, “agir”:
Ela procedeu honestamente.
                                         A.A MODO

b)      INTRANSITIVO no sentido de “provir”:
A Língua Portuguesa procede do latim.
                                                      A.A LUGAR (= ORIGEM)

c)       INTRANSITIVO no sentido de “ter fundamento”:
Esse argumento não procede.

d)      TRANSITIVO INDIRETO (com preposição “A”) no sentido de “realizar”, “dar início a”:

A firma procedeu ao sorteio do carro.
                                          OI
O Secretário procedeu à leitura da ata.
                                              OI

Loucuras de um sacerdócio



Andando na chuva com o olhar perdido,
Coração vazio e ansioso por uma relevância.
A cabeça cheia de questões deixa-o confundido
Com as regras que o aprisionam desde a infância.

Na rua vagando lutando contra o seu interior,
Na cabeça a mensagem: To be or no to be.
Atormenta-o o grito de seu corpo e com seu vigor,
As leis impostas na sua carne: I say for me i want  be.

As suas vontades são direcionadas para o sacerdócio,
Mas encontra  nele uma outra lei que o fez vê-la,
Linda e pura e culpada de tanta beleza a fixá-lo no ócio,
As pesquisas e os sermões ficaram presos nela.

Ela estava sempre ali, no primeiro banco com os olhos fitos;
Seus olhos azuis prestavam atenção em tudo que era ensinado,
Abria a boca em adoração com os lábios finos e carnudos, 
Não tinha a intenção de provocá-lo, mas deixava-o acorrentado.

Ela era uma corista e também cantava solo
Sua voz fazia-o entrar em transe e desesperado e admirado
Gritava para si em alta voz o louvor que era seu o consolo,
Ela ao cantar majestoso arrancava seu coração já escravizado.

Este amor proibido não vinha dos dogmas e sim de um solitário.
O amor que outrora cultiva com muito esforço perdeu as flores,
Depois sem semente foi morrendo lentamente em pleno pátio;
Ignorado pela rotina e deveres sociais e religiosos e seus interesses.

A linda jovem não sabia de seu domínio sobre o sacerdote,
Mas a confiança plena permitiu a tão sonhada aproximação.
Ali naquela sala, naquele final de tarde, entrou ela muito ofegante,
Então disparou o coração dele e a sua voz era só emoção.

Ela falava e falava, mas ele não ouvia; pois estava sem controle.
Quando ela desatou em lágrimas, seu amor ou paixão a consolou,
De forma tão intensa a abraçou que não pode esconder quem era ele.
Atordoada e confusa olhou para ele, sem palavras ele a fitou. 

A paixão nela foi descoberta naquela tarde e naquele abraço
Sem palavras os lábios se aproximaram e os corpos se entrelaçaram.
Amor, paixão, pecado, profanação o que será? Não acabava o abraço...
Foi a tarde e grande parte da noite ali mesmo os dois se amaram...

Agora vagando pela chuva, na rua deserta, busca a resposta certa.
Não há quem possa ajudar um sacerdote que resolveu amar;
Amar mais uma vez, sem desfazer o compromisso com a mulher que o espera.
Agora as leis, os dogmas, o clero e corpo de membros terão que o julgar.

Então pensou ele: "o certo é ser crucificado pelo pecado praticado,
Não como o Senhor Jesus que foi crucificado por todos os pecados."
Então tornou ele sem forças: " amo-a tanto que aceito ser julgado e ir para o inferno."
E assim, disse mais: "quero o meu sonho realizado, quero por ela viver escravizado."


terça-feira, 29 de janeiro de 2013

4.5 LÍNGUA PORTUGUESA (Regência Verbal)






Regência Verbal


MORAR
RESIDIR
SITUAR
E
DERIVADOS

Pedem a preposição “EM” (e não “A”) junto à expressão de lugar:

·         Moro em Curitiba.
·         Ele é morador em Curitiba.
·         João reside na Rua Riachuelo.
·         João é residente na Rua Riachuelo.
·         Prédio sito na Rua XV de Novembro.

QUERER

Pode ser:
a)      TRANSITIVO DIRETO no sentido de “desejar”:
Eu quero o livro.
                      OD
Ele não a quis para esposa.

b)      TRANSITIVO INDIRETO no sentido de “querer bem”, “gostar”, “estimar”, “amar”:
Um beijo de quem muito lhe quer .
                                               OI
Quero muito aos meus pais.
                                               OI

CHAMAR

a)      TRANSITIVO DIRETO no sentido de “invocar”, “fazer vir”:

O professor chamou o aluno.
                                                          OD           
O pai chamou o filho.
Chamei-o
Chamei um táxi.

OBSERVAÇÃO:

O objeto direto, neste caso, pode vir regido da preposição “POR”:
A velhinha chama por você.
                                     OD
b)      TRANSITIVO DIRETO OU INDIRETO no sentido de “apelidar”, “tachar”, são quatro construção admissíveis:
O povo chamava-o     maluco.
                                         OD      PREDICATIVO
O povo chamava-o      DE MALUCO.
                                          OD       PREDICATIVO
O povo chamava-lhe   maluco.
                                            OI       PREDICATIVO
O povo chamava-lhe    DE MALUCO.
                                            OI        PREDICATIVO
RESUMO

CHAMAR
VTD(POR – fac.)

VTD ou VTI + REDICATIVO 
=  “invocar”
=   “tachar”

RESUMO
CHEGAR
junto à expressão de lugar, usa-se
junto à expressão de tempo, usa-se 
A (DE)
EM OU A

AMAR, VER, VISITAR, CUMPRIMENTAR, ADMIRAR, ADORAR, LOUVAR, ESTIMAR e ABANDONAR são VTD (com ou sem preposição “A”).

O verbo NAMORAR não admite a preposição “COM”:
Certo:       Ela namorava o moço.
Certo:       Ela namorava-o.
Errado:     Ela namorava com o moço.
Certo:       A moça que ele namora é linda.
Cento:      A moça a quem ele namora é linda.
Errado:     A moça com quem ele namora é linda.

RESUMO
OBEDECER
SUCEDER
OBSTAR

VTI  (preposição A)


RESUMO
AVISAR
INFORMAR
COMUNICAR
CERTIFICAR
PREVENIR
ADVERTIR

OD (pessoa)
OI   (coisa)
OD (coisa)
OI   (pessoa)

RESUMO
Quais os verbos que não admitem o pronome “lhe”?
ASSISTIR  (presenciar)
VISAR   
ASPIRAR
RECORRER
ALUDIR
DEFENDER

A preposição ocorre ou não antes do pronome relativo em função do verbo do qual é complemento. Observe:
Eis o rapaz    
                  
A
(sem preposição)
COM
DE
QUEM
QUE
QUEM
CUJAS
me referi.
convidei.
vim.
ideias discordo.

domingo, 27 de janeiro de 2013

O brilho da beleza brasileira




Um dia de sol, céu azul e praia,
Naquele lindo bairro carioca
E a sensação de eterna alegria
Ensinava que ainda emoção era pouca.

“Olha o mate, gelado e gostoso!  
Baratinho aqui na minha mão”
Gritava o ambulante ansioso
Para tirar proveito daquele verão.

O mar contribuía com sua canção
Espumando na areia as suas ondas.
A vida era bela e ritmava com o coração;
Doce distração era as garotas molhadas...

O encanto é a natureza e toda beleza,
Lá na linha do horizonte a navegação
Dos veleiros com toda sua realeza,
Poéticos singravam o mar como o tubarão.

As gaivotas disputavam com os asas delta,
O céu e o mar enfeitados com muita perfeição
Lembrava o homem, que a vida é completa.
Mas na terra as mulheres roubavam a atenção.

Na praia o vôlei, o futebol, os castelos,
A imaginação que circula de todas as formas.
Mas lá tem vida e paz e todos relaxados...
Aquele sol inspirava o poeta a compor seus poemas.

De todos os temas a prioridade era das morenas.
As loiras bronzeadas e as mulatas como ouro;
Assim atraíram turistas ao Brasil “as garotas de Ipanema.”
A revelação da verdade: “o sol do Brasil é um tesouro.”

sábado, 26 de janeiro de 2013

4.4 LÍNGUA PORTUGUESA (Regência Verbal)





Regência Verbal


PAGAR
PERDOAR
AGRADECER

Pode ser:

a)      TRANSITIVOS DIRETOS (quando o objeto for COISA):
Paguei a dívida.
                   OD
Jesus Cristo perdoou os seus pecados.
                                                  OD
Eu já agradeci o presente.
                                OD

b)      TRANSITIVOS INDIRETOS (quando o objeto for pessoa):
Pagou ao cobrador.
                         OI
Jesus perdoou ao ofensor.
                                               OI
Eu já agradeci ao meu pai.
                                               OI
c)       TRANSITIVOS DIRETOS E  INDIRETOS:
Pagou a dívida ao cobrador.
                          OD             OI
Jesus perdoou-lhe os pecados.
                                       OI             OD            
Eu já agradeci o presente ao meu pai.
                                                 OD                   OI
RESUMO
PERDOAR    -
PAGAR         -
AGRADECER-
VTD
VTI(A)
  

= objeto “coisa”
= objeto “pessoa”

quinta-feira, 24 de janeiro de 2013

GRAMÁTICA DA LÍNGUA PORTUGUESA Função sintática dos pronomes relativos



Os pronomes relativos assumem um duplo papel no período com representarem  um determinado antecedente e servirem de elo subordinante da oração que iniciam. Por isso, ao contrário das conjunções, que são meros conectivos, e não exercem nenhuma função interna nas orações por elas introduzidas, estes pronomes desempenham sempre um função sintática nas orações a que pertencem. Podem ser:

a)      sujeito:
“Vejo mares tranquilos, que repousam,
Atrás dos olhos das meninas sérias.”
                          (M. Bandeira, PP, I, 430.)
[que = sujeito de repousam]

b)      Objeto direto:
“No meu coração secaram
As lágrimas que sofri.”
                        (F. Pessoa, OP, 546.)

[que = objeto direto de sofri]

c)       Objeto indireto:
“__ O remédio de que eu preciso é o da religião.”
                                                       (J. de Alencar, OC, I, 456.)

[de que = objeto indireto de que preciso.]

d)      Predicativo:
“reduze-me ao pó que fui!”
                                      (C. Meireles, OP, 415.)

[que = predicativo do sujeito eu.]

NOTA: a fim de que entendam fiz um extrato de um texto do site http://www.brasilescola.com vejam a explicação clara da SINTAXE. Desta forma procedemos em várias situações da língua portuguesa, facilitando a compreensão do texto e do significado das palavras.

A Sintaxe é a parte que estuda a função que as palavras desempenham dentro da oração.
Agora, referimo-nos a sujeito, adjunto adverbial, objeto direto e indireto, complemento nominal, aposto, vocativo, predicado, entre outros.
Para melhor entendermos o que foi dito, tomemos como exemplo as seguintes orações:

A manhã está ensolarada 
Agora faremos a análise morfológica de todos os seus termos:

A - artigo
Manhã - substantivo
Está - verbo (estar)
Ensolarada - adjetivo

terça-feira, 22 de janeiro de 2013

EXPERIÊNCIA APOCALÍPTICA





Isolado no meio do nada
Punido pelo que não fez,
Mas pesava sobre ele a cruz
Esta mensagem tão odiada

Ali onde o nada lhe ensinava
A sua origem e existência: nada.
Mas, alguém na cruz  fez tudo
E o transformou embaixador do mundo.

Responsabilidade  dura e perigosa,
Pois a humanidade leva vida enganosa
Onde nada é tudo ou alguma coisa no homem,
Que se predispõe buscar a verdade e ir alem.

Mas, naquela ilha em patmos  para quem falar?
Parecia ser o fim, ali condenado por Cesar...
Quando o Senhor o apareceu e o arrebatou
Revelou-lho todas as coisas que antes ensinou.

Pode ver o céu aberto e passear no paraíso,
Tudo muito maravilhoso e viu também o juízo
O fim de raça o assustou, mas o sangue o consolou
E a esperança e justiça sobre os homens ELE REVELOU.

Assim no meio do nada foi eleito o centro do mundo,
Não entendido o livro Divino foi guardado e esquecido,
Mas o Espírito de Deus removeu do homem a ignorância
E vez assim todos  verem o seu destino com relevância. 

domingo, 20 de janeiro de 2013

4.3 LÍNGUA PORTUGUESA (Regência Verbal-)





Regência Verbal

ASPIRAR
Pode ser:

a)      TRANSITIVO DIRETO no sentido de: “sorver”, “tragar”, “atrair (o ar) aos pulmões”, “pronunciar guturalrnente”:
Aspirei o perfume de seus cabelos.
                              OD
“Calixto  aspirou  o aroma das flores.”  C.C. Branco
“Há, máquinas que aspiram o pó do assoalho.” Mesquita de Carvalho
“Enquanto se aspiram as narcóticas exalações de um bom cigarro.” A. Garret
“Em  algumas línguas aspira-se o h.” C. Aurete

b)      TRANSITIVO INDIRETO (com preposição “A”) no sentido de “ambicionar”, “desejar ardentemente”:
Aspiravam a altos cargos.
                         OI
“O orador aspirava à notoriedade.” Carlos de Laet
“Não penso que ele aspirasse a algum legado.” M. Assis
“Aspira a elevar-se.” C.C. Branco
“De que serve, pois, à liberdade?” Rachel de Queiroz
Observação:
Nesta acepção, o verbo “aspirar” recusa a forma pronominal LHE(S), só aceitando A ELE(S), A ELA(S):

Aspiro ao título.
                   OI
Aspiro a ele.
               OI

RESUMO
ASPIRAR
VTD
VTI(A)
= “cheirar”, “sorver”...
= “ambicionar”








VISAR
Pode ser:

a)      TRANSITIVO DIRETO no sentido de: “dirigir o olhar para”, “apontar arma contra”:
Visei o alvo.
              OD
Visava um pardal.
Visaram o seu olho.
“Engatilhava a pistola, visando com olhos convulsivos e escarlates o peito do preso.” C.C. Branco
b)      TRANSITIVO DIRETO no sentido de: “pôr o visto em”:
Visei o documento.
                    OD
As autoridades visaram o passaporte.
O cheque que visou era falso.

c)       TRANSITIVO INDIRETO (com preposição “A”) no sentido de “ambicionar”, “pretender”:
Visei ao bem da comunidade.
                         OI
Eis o progresso a que o governo visa.
 “E é de opinião que os conspiradores presos visavam provavelmente a estabelecer a internacional socialista.” C.C. Branco


RESUMO
VISAR
VTD
VTI(A)
= “apontar”, “pôr o visto”.
= “ambicionar”