segunda-feira, 10 de dezembro de 2012

Redescobrindo o caminho




Fale com o seu espelho
E veja quem está ouvindo:
São as expressões faciais
Que estão me conduzindo,
Para um sentimento desconhecido
Sem ao menos saber onde estar essa dor.
A dor que nasceu da incerteza
Da existência do eu inconstante
Por está cativo do pensamento e da natureza,
Que foi fundada pela classificação da mente,
Que afirma ser gente por ter pensamento.
Não posso afirmar ser verdadeiro aquele reflexo,
Pois estou mentindo para mim involuntariamente.
Acredito nas queixas e nas expressões do espelho,
Assim ouço a minha voz perguntando...
Dou a resposta com toda sinceridade
E me ponho em prova sobre a verdade.
Então grito e me esbofeteio por está argumentando,
Tirando assim a certeza da real natureza
E nesta briga me desperto deste pesadelo,
Suado e tremulo muitíssimo apavorado!
Onde está a minha paz?
Olhei para um barco indo para o mar
A verdade é que ele vai...
E a mentira é afirmar que ele vai voltar.
A incerteza é uma doença sem cura
E isso me leva a buscar uma caverna pura,
Para não ver o ser  humano que talvez eu seja.
Auto me medico e aplico carinho como remédio
Não quero falar comigo; sou quem me enganou.
Quero conquistar a paz para o meu império.
Quero sair da caverna sem medo dos espelhos.
Quero calar a voz das dúvidas atroz.
Quero falar e viver em um só corpo.
Vou rasgar as cortinas do teatro que criei
E ir para o meio da plateia e aplaudir o palco vazio.
Chega de monólogo, chega de interpretação.
Viva amigo meu! Mas, conforme o seu coração.