quinta-feira, 13 de dezembro de 2012

1.6 LÍNGUA PORTUGUESA - ORTOGRAFIA (acentuação gráfica)




OUTRAS SITUAÇÕES:
VIR, TER E COMPOSTOS
Eu tenho.............................................................Eu mantenho
Tu tens................................................................Tu manténs (com acento agudo)
Ele tem................................................................Ele mantém (com acento agudo)
Nós temos...........................................................Nós mantemos
Vós tendes...........................................................Vós mantendes
Eles têm (com acento).........................................Eles mantêm (com acento circunflexo)
Eu venho..............................................................Eu intervenho
Tu vens.................................................................Tu intervéns (com acento agudo)
Ele vem.................................................................Ele intervém (com acento agudo)
Nós vimos.............................................................Nós intervimos
Vós vindes.............................................................Vós intervindes
Eles vêm (com acento)..........................................Eles intervêm (com acento circunflexo)


Antes
Agora
péla (substantivo e verbo)
pela (substantivo, verbo e contração de per + a)
pêlo (substantivo)
pelo (substantivo, verbo e contração de per + o)
pélo (verbo)
pelo (verbo)
pára (verbo)
para (verbo)
pêra (substantivo)
pera (substantivo)
péra (substantivo)
pera (substantivo)
pólo (substantivo)
polo (substantivo)
pôlo (substantivo)
polo (substantivo)

Exceção:
Permanece ainda o acento diferencial no verbo “poder” (3ª pessoa do Pretérito Perfeito do Indicativo – “pôde”) e no verbo “pôr” para diferenciar da preposição “por”.


De acordo com o DECRETO Nº 6.583, de 29 de setembro de 2008 que promulga o Acordo Ortográfico da Língua Portuguesa, assinado em Lisboa, em 16 de dezembro de 1990.
“Prescindi-se, quer do acento agudo, quer do circunflexo para distinguir palavras paroxítonas que, tendo respectivamente vogal tónica/tônica aberta ou fechada, são homógrafas de palavras proclíticas. Assim, deixam de se distinguir pelo acento gráfico: para (á), flexão de parar, e para,  preposição; pela(s) (é), substantivo e flexão de pelar, e pela(s), combinação de per e la(s); pelo (é), flexão de pelar, pelo(s) (ê), substantivo ou combinação de per e lo(s); polo(s) (ó), substantivo, e polo(s) combinação antiga e popular de por e ló(s); etc.”

 “Prescindi-se de acento gráfico para distinguir palavras oxítonas homógrafas, mas heterofónicas/heterofônicas do tipo de cor (ô), substantivo, e cor (ó), elemento da locução de cor, colher (ê), verbo, e colher (é), substantivo. Excetuando-se a forma verbal pôr, para a distinguir da preposição por.”
“Assinalam-se com acento circunflexo:
Obrigatoriamente, pôde (3ª pessoa do singular do pretérito perfeito do indicativo) que se distingue da correspondente forma do presente do indicativo (pode).
Facultativamente, demos 1ª pessoa do plural do presente do conjuntivo), para se distinguir da correspondente forma do pretérito perfeito do indicativo (demos): fôrma (substantivo), distinta de forma (substantivo; 3ª pessoa do singular do presente do indicativo ou 2ª pessoa do singular do imperativo do verbo formar)”
“É facultativo assinalar com acento agudo as formas verbais de pretérito perfeito do indicativo, do tipo amámos, louvámos, para as distinguir das correspondentes formas do presente do indicativo (amamos, louvamos), já que o timbre da vogal tónica/tônica é aberto naquele caso em certas variantes do português.”
O hífen não tira a autonomia da palavra, para efeitos de acentuação gráfica. As palavras  primitivas continuam tendo acento quando unidas a outras através do hífen.
Exemplos:
Água-de-colônia, político-econômico, além-túmulo.
De acordo com o DECRETO Nº 6.583, de 29 de setembro de 2008 que promulga o Acordo Ortográfico da Língua Portuguesa, assinado em Lisboa, em 16 de dezembro de 1990.
O trema, sinal de diérese, é inteiramente suprimido em palavras portuguesas ou aportuguesadas. Nem sequer se emprega na poesia, mesmo que haja separação de duas vogais que normalmente formam ditongo: saudade, e não saudade, ainda que tetrassílabo; saudar, e não saüdar, ainda que trissílabo; etc. Em virtude desta supressão, abstrai-se de sinal especial, quer para distinguir, em sílaba átona, um i ou um u de uma vogal da sílaba anterior, quer para distinguir, também em sílaba átona, um i ou um u de um ditongo precedente, quer para distinguir, em sílaba  tónica/tônica ou átona, o u de gu ou de qu de um e ou i seguintes: arruinar, constituiria, depoimento, esmiuçar, faiscar, faulhar, oleicutura, paraibano, reunião; abaiucado, auiqui, caiuá, cauixi, piauiense; aguentar, anguiforme, arguir, bilíngui ou (bilíngue), lingueta, linguista, linguístico; cinquenta, equestre, frequentar, tranquilo, ubiquidade.
Observação: Conserva-se, no entanto, o trema, de acordo com a Base 1,3º, em palavras derivadas de nomes próprios estrangeiros: hübneriano, de Hübner, mülleriano, de Müller, etc.”

ATENÇÃO!
Vocábulos paroxítonos terminados em EM ou ENS não levam acento: item, itens, jovem, jovens, abdomens, germens, hifens.