sexta-feira, 30 de novembro de 2012

1.5 LÍNGUA PORTUGUESA - ORTOGRAFIA (acentuação gráfica)




ACENTUAÇÃO GRÁFICA
HIATO

Acentua-se o I(s) ou U(s) quando:
·        - Segundas vogais do hiato;
·      -   Sozinhas na sílaba (ou acompanhadas de S)
·       -  Não seguidas de NH.
Exemplos: sa-ú-de, sa-í-da, fa-ís-ca, a-í, Gra-ja-ú.

Observação:
·         Elimina-se o acento agudo nas palavras paroxítonas co i ou u tônicos precedidos de diftongos. Exemplo: feiura, baiuca, boiuna, cauila.

De acordo com o DECRETO Nº 6.583, de 29 de setembro de 2008 que promulga o Acordo Ortográfico da Língua Portuguesa, assinado em Lisboa, em 16 de dezembro de 1990.
“Prescinde-se do acento agudo nas vogais tónicas/tônicas grafadas i e u das palavras paroxítonas, quando elas estão precedidas de ditongo: baiuca, boiuno, cauila (var. cauira), cheiinho (de cheio), saiinha (de saia).”
mas
Levam, porém, acento agudo as vogais tónicas/tônicas grafadas i e u quando, precedidas de ditongo, pertencem às palavras oxítonas e estão em posição final ou seguidas de s: Piauí, teiú, tuiuiús. Se neste caso, a consoante final for diferente de s, tais vogais dispensam o acento agudo: cauim.”

DOIS “EE” E ACENTO

Não haverá acento circunflexo sobre o primeiro “E” nos encontros vocálicos EE e no primeiro “O” no encontro vocálico OO.

Exemplos:
veem, creem, leem, deem voo, enjoo.

De acordo com o DECRETO Nº 6.583, de 29 de setembro de 2008 que promulga o Acordo Ortográfico da Língua Portuguesa, assinado em Lisboa, em 16 de dezembro de 1990.
“Prescinde-se de acento circunflexo nas formas verbais paroxítonas que contêm um e tónico/tônico oral fechado em hiato com a terminação – em da 3ª pessoa do plural do presente do indicativo ou do conjuntivo, conforme os casos: creem, deem (conj.), descreem (conj.), desdeem (conj.), leem, preveem, redeem (conj.), releem, reveem, tresleem, veem.”
“Prescinde-se igualmente do acento circunflexo para assinalar a vogal tónica/tônica fechada com a grafia o em palavras paroxítonas como enjoo, substantivo e flexão de enjoar, povoo, fexão de povoar, voo, substantivo e flexão de voar, etc.”

quarta-feira, 28 de novembro de 2012

Veja o outro lado da Porta




A porta só pode dar passagem autorizada,
Para sua segurança tem que estar sempre trancada
Não importa se quem bate e se tem pressa,
Não interessa o que traz e se é uma grande promessa.

Quem bate a porta insiste e quer ser autorizado
A usufruir do conforto que pode ser dado.
Seja a minha atenção ou até roupar meu coração
Não se sabe o que quer e qual é a intenção.

Quem bate a porta pode parece ser alguém aflito,
Alguém que pede socorro e pela voz tem bom espírito.
Mas como saber os sentimentos por traz de uma porta?
Como expor sua vida por alguém que é uma incógnita?

Para não baterem a porta coloquei a caixa de correios.
Para não baterem a porta fiz uso de vários meios.
As cicatrizes da vida levaram-me a essas medidas de segurança;
A dor me doe de forma extrema e sem o esforço me alcança.

A minha porta antes era aberta e por ela entrava os amigos,
A minha porta não tinha fechadura e socorria mendigos,
A minha porta era acionada pela ordem de meu coração;
A minha porta era a entrada de festas e tinha muita emoção.

A família desprezou minha porta e não quis ver-me,
Os amigos não quiseram minhas festas e sim extorquir-me,
Meus irmãos de fé não quiseram mais orar em minha casa;
O que eu tinha agora era um cântico que revelava a tristeza.

Até as mulheres só queria tirar-me os recursos conquistados,
Das declarações de amor só sobraram visitas de advogados.
Os pobres que tinha socorrido levaram as mobílias valorosas;
Por fim as visitas de ladrões eram constantes e impiedosas.

A porta fechou e o amor esfriou por não ser regada,
Agora nasceu outra porta que não se abre por nada.
O tempo esfriou o amor conforme a profecia do Messias:
“Por aumentar a iniquidade o amor de muitos se esfriaria”

Aquela pessoa continua batendo a porta insistentemente...
Agora a curiosidade humana me impele a ver quem é o insistente.
Abro a porta lentamente... Com muito medo e com muito tremor...
Vejo uma pessoa resplandecente: era a esperança vestida de amor.

quarta-feira, 21 de novembro de 2012

1.4 LÍNGUA PORTUGUESA - ORTOGRAFIA (acentuação gráfica)




ACENTUAÇÃO GRÁFICA

PROPARÓXITONAS
Todos os proparoxítonos são acentuados, sem exceção.
Exemplos: lógico, pêssego, vendêssemos, lâmina, público, árabe, partíssemos.

Observação:
Os latinismos (ainda não aportuguesados) não devem levar acento: ex officio, forum, habeas-corpus, honoris-causa, a priori, a posteriori quantum, sui generis.

De acordo com o DECRETO Nº 6.583, de 29 de setembro de 2008 que promulga o Acordo Ortográfico da Língua Portuguesa, assinado em Lisboa, em 16 de dezembro de 1990.
“Levam acento agudo ou acento circunflexo as palavras proparoxítonas, reais ou aparentes, cujas vogais tónicas/tônicas grafadas e ou estão em final de sílaba e são seguidas das consoantes nasais grafadas m ou n, conforme o seu timbre é, respectivamente, aberto ou fechado nas pronúncias cultas da língua: académico/acadêmico, anatómico/anatômico, cénico/cênico, cómodo/cômodo, fenómeno/fenômeno, género/gênero, topónimo/topônimo; Amazónia/Amazônia, António/Antônio, blasfémia/blasfêmia, fémea/fêmea, gémeo/gêmeo, génio/gênio, ténue/tênue.”
DITONGO
Acentuam-se os ditongos abertos tônicos ÈI(s), ÉU(s), ÓI(s), desde que não ocorram em palavras paroxítonas.
ÉI(s)  :   réis, papéis.
Éu(s) :   réus, chapéu, céu.
ÓI(s)  :   anzóis, corrói.
MAS  : ideia, jiboia, assembleia (todas sem acento por serem paroxítonas)
De acordo com o DECRETO Nº 6.583, de 29 de setembro de 2008 que promulga o Acordo Ortográfico da Língua Portuguesa, assinado em Lisboa, em 16 de dezembro de 1990.
“Não se acentuam graficamente os ditongos representados por ei e oi da sílaba tónica/tônica das palavras paroxítonas, dado que existe oscilação em muitos casos entre o fechamento e a abertura na sua articulação: assembleia, boleia, ideia, tal como aldeia, baleia, cadeia, cheia, meia; coreico, epopeico, onomatopeico, proteico; alcaloide, apoio (do verbo apoiar), tal como comboia, comboias, etc. (do verbo comboiar), dezoito, estroina, heroico, introito, jiboia, moina, pranoico, zoina.”

sexta-feira, 16 de novembro de 2012

1.3 LÍNGUA PORTUGUESA - ORTOGRAFIA (acentuação gráfica)




ACENTUAÇÃO GRÁFICA
PARÓXITONAS
É acentuado o paroxítono terminado em:
Ã(s) ---------------:ímãs, órfãs.
ÃO(s) -------------:órgão, órfãos.
I(s) ----------------:júri, lápis.
ON(s) -------------:nêutron, elétrons.
US -----------------:virus, bônus.
UM ----------------:álbum, médium.
UNS ---------------:álbuns, médiuns.
L -------------------:nível, afável.
N -------------------:hífen, cânon.
R -------------------:açúcar, repórter.
X -------------------: tórax, fênix.
PS ------------------:bíceps, fórceps.
DITONGO --------:crânio, lírios.

De acordo com o DECRETO Nº 6.583, de 29 de setembro de 2008 que promulga o Acordo Ortográfico da Língua Portuguesa, assinado em Lisboa, em 16 de dezembro de 1990.
“Muito poucas palavras deste tipo, com as vogais tónicas/tônicas grafadas e e o em fim de sílaba, seguidas das consoantes nasais grafadas m e n, apresentam oscilação de timbre nas pronúncias cultas da língua e, por conseguinte, também de acento gráfico (agudo ou circunflexo): sêmen, xênon, fémur e fêmur, vémer e vômer; Fénix e Fênix, ónix e ônix.”
“Muito poucas paroxítonas deste tipo, com as vogais tónicas/tônicas grafadas e e o em fim de sílaba, seguidas das consoantes nasais grafadas m e n, apresentam oscilação de timbre nas pronúncias cultas da língua, o qual é assinalado com acento agudo, se aberto, ou circunflexo, se fechado: pónei e pônei; gónis e gônis, pénis e pênis, ténis e tênis; bónus e bônus, ónus e ônus, tónus e tônus, Vénus e Vênus.”

quinta-feira, 15 de novembro de 2012

Caminhos do amor




Ela linda passeava na praça,
Seus passos macios e rítmicos,
Com seus olhos lindos e meigos
Chamou-me a pilotar um bravo caça.

Não sonhei somente, mas voei
E voei rumo a aventura do amor;
Não queria nem saber da dor.
Se caio deste voo, ainda assim a terei.

O prazer momentâneo de sentir você...
O seu não para mim é uma linda canção,
Seu sim faz entrar em grande festa o meu coração,
De qualquer forma terei prazer em você.

É impossível fugir do meu amor!
Não é paixão, nem excitação, é sentimento!
É um forte ímpeto que me leva ao firmamento,
Minha alma sempre viverá com seu calor.

Aonde você for o seu calor manterá o amor,
Amor que faz respirar este corpo que é seu...
Será sempre seu o meu amor e tudo que é meu!
Diga sim para que a minha fé afirme-se no Senhor.

Sem você a profecia não estará cumprida.
Sem você não terei os filhos da promessa.
Sem você não apagarei as falsas conversas.
Com você vou voar no meu caça e ter uma linda vida.

Seu sim, doce morena, eternizou-me e me fortaleceu;
A minha armadura tornou-se de um nobre guerreiro,
Fazendo-me vencer todas as batalhas por inteiro.
Minha morena, obrigado por me deixar te amar e ser seu. 

sexta-feira, 9 de novembro de 2012

1.2 LÍNGUA PORTUGUESA - ORTOGRAFIA (acentuação gráfica)




ACENTUAÇÃO GRÁFICA

   De acordo com o DECRETO Nº 6.583, de 29 de setembro de 2008 que promulga o Acordo Ortográfico da Língua Portuguesa, assinado em Lisboa, em 16 de dezembro de 1990.
   “Em algumas (poucas)  palavras oxítonas terminadas em: - e tónico/tônico, geralmente provenientes do francês, esta vogal, por ser articulada nas pronúncias cultas ora como aberta ora como fechada, admite tanto o acento agudo como o acento circunflexo: bebé ou bebê; bidé ou bidê, canapé ou canapê, caraté ou caratê, craché ou crachê, guiché ou guichê, matiné ou matinê, nené ou nenê, ponjé ou ponjê, puré ou purê, rapé ou rapê.
   O mesmo se verifica com formas como cocó e cocô, ró (letra do alfabeto grego) e Rô. São igualmente admitidas formas como judô, a par de judo, e metrô, a par de metro.”
MONOSSÍLABAS
É acentuado o monossílabo tônico terminado em:
A(s) : pá, gás, dá-lo
E(s) : pé, três, tê-lo
O(s) : pó, nós, pô-lo.

Observação:
Os latinismos (ainda não aportuguesados) não devem levar acento:
Ex officio, forum, habeas-corpus, honoris-causa,  a priori, a posteriori, quantum, s

quinta-feira, 8 de novembro de 2012

O nobre protetor da vida e do amor



Não há vida para um nobre
Se não confessar a si sua ferida,
Se não falar aos outro com igualdade
E respeitar as cãs marcada pela idade.

Na verdade a vida e a nobreza vivem

Ligadas e entrelaçadas com vaidade
A vaidade que conduz a vida saudável
Livre do abismo da derrota e do impossível.

O nobre não abaixa sua espada na luta

E nada pode fazê-lo desistir da justiça.
A vida é pura e verdadeira a quem  deseja,
Merecido o seu prazer para quem persistir

Nos códigos da vida pré-estabelecida,

No início de tudo, o homem era nobre.
As razões exaltam o amor e a vida
E no coração guarda a mulher prometida.

A justiça se faz no amor e por amor

Seja o ágape ou o erotismo tem a razão,
Tem na dor da pureza o perfume da criação.
A vida é louvada pelo nobre e o seu valor.