quarta-feira, 17 de outubro de 2012

O barulho do amor racional




Família básica e hereditária resistia
As tempestades das novidades
Que com força lhe propunha a “alegria”.
Uma inocente e doce liberdade.

O homem e sua mulher casados sim,
Para que fosse assim uma família.
Ainda era pouco para ser o fim
E com os filhos o lar agora nascia.

Do lado desses abençoados pelo clero,
Existia um casal sem o direito de família.
Tinha teto e belos filhos e dias festivos,
A felicidade habitava naquela casa.

Ela amava sem limites o seu marido
Não tinha regras de como se amar
Não tinha papel como regulamento,
Mas tinha neles muito sentimento.

O amor não obedece às regras sociais,
Nasce nos lugares cheios de espinhos.
As aflições são os adubos racionais,
Que o fortalece cheio de carinhos.

A vida sexual do casal é prazerosa
Tal como o néctar do mel silvestre.
Assim a orquestra toca garbosa
Ao som dos gemidos de almas alegres.

O contraste da verdade e da mentira
Está na felicidade que voa livre
A pousar onde não exista sujeira,
Para viver confortavelmente o prazer.

Outro casado feliz abençoado pelo clero,
Também não era "nada" convencional,
Que Fecha o seu ninho e uiva prazeroso;
Para ter o prazer animal com o amor racional.