sexta-feira, 12 de outubro de 2012

No brilho de uma lágrima




Os olhos fitos em um ponto distante,
Não  o bastante  para afastar a dor
Que corrói minha alma ofegante;
Cansada de esperar além do desamor.
Os homens falam de fé e de amor,
Mas existe nos seus olhos o vazio
Como eco em vale cheio de corpos mortos.
As alegrias que anunciam não tem essência.
A paz pronunciada não tem importância.
Na multidão os assuntos e os julgamentos
Do amor o sexo excluído e na fé o tormento.
Da vida a sujeira imposta pela ignorância
Sobre o amor indefinido, que deve ser sentido
Com a amada marcada pela doce inocência
De um casal adolescente  rumo ao desconhecido.
A hipocrisia da sociedade tira do amor o sentido,
Nas igrejas somente sorrisos  sem esperança;
Dessa triste mistura escuta o gemido da alma.
Não há vida na alma que covardemente se cala.
Compunge-se as entranhas diante de tanta dor
Ao cheiro da arrogância e barulho do desprezo,
Que chega à divisa da alma e do espírito angustiado.
As lagrimas não vêm e a dor  com a espada não sangra,
Onde estão as lágrimas da alma machucada?
Lágrimas que brilham dando a revelação da alma.
Lágrimas que brilham na escuridão do silêncio,
Que ao brotarem molham o rosto cheio de dor.
Lágrimas que brilham  na esperança da prece ouvida.
Lágrimas que preciso para tirar as mágoas vividas.