quarta-feira, 12 de setembro de 2012

O esconderijo





Numa selva fechada e escura
De repente assim  despertei
E a insegurança tomou conta
E embriagou tudo o que sei.

Tamanha era a escuridão e amarga
Não se podia entender o óbvio,
Não adiantava abrir  a boca,
Porque o grito caiu no silêncio.

O eco do silêncio perturba a alma,
Afugenta o ar do alívio certo.
Assim  inquieta a vida chora
Pela esperança no caminho incerto.

As arvores tiraram a luz e o ar,
Os cantos dos pássaros assustam
E a cada passo ouço galhos quebrar.
Entediada Grita minha alma e se assustam:

Os predadores prontos na sombra,
As presas sem saber seu destino,
O silêncio do segredo que aguarda,
O fim que aguarda o companheiro instinto.

Um homem sem rumo busca algo
No que possa trazer o ar de volta,
Um sereno e o favor de um leve vento,
Alguém que lhe traga um alento.

O abandono provocado pelo descuido
Despejou as últimas moedas da alma,
Exilado por si mesmo busca-se um escudo,
Com as pernas bambas pede a calma.

Sem força e com o fio da esperança
Arrasta-se por uma trilha linda de amor,
Empurrado por uma última lembrança
A água cristalina alcança e lhe sai o louvor.

Em algum lugar sempre haverá a luz!
Um alguém que ama e está sempre pronto!
Um abrigo maior que a maldição da cruz!
O único socorro é sim o esconderijo do Altíssimo!