domingo, 26 de agosto de 2012

O grito do silêncio





Subirei na minha torre
A mais alta do meu mundo
E gritarei as minhas verdades;
As veredas do meu coração:
Ele está cansado de sofrer;
Ele está cansado de mentiras;
Ele está cansado da perseguição;
Ele está cansado da hipocrisia;
Ele está cansado da fé mesclada com nada;
Ele está cansado das pregações distorcidas;
Ele está cansado do clamor da carne e suas culpas;
Ele está cansado dos ensinos sem compromisso.
O meu coração não acredita mais:
Nos louvores cristãos que interpretam a falsa emoção;
Nas lágrimas das mulheres quando se dizem inocentes;
Na bondade das convenções sociais elitizadoras.
Porque a criatura presente contaminou o meu coração
E entregou as armas da verdade em troca de vaidades.
Vi que as mulheres querem igualdades até na desvalorização;
Que toda humanidade é parcial e não fala com justiça e veracidade.
A ambição arrancou a paz e a bondade de quase todos os corações,
Vi que não há segurança na segurança e não há saúde na saúde;
Que a justiça conversou com o legislativo e fugiu a equidade.
O sacerdote misturou a fé, o dinheiro e o amor; e prevaleceu a abominação.
Cadê o destino dado por Aquele que morreu na cruz?
Aquele que ao terceiro dia ressuscitou e lhe deu a vida,
Ensinou o amor, a justiça e o perdão.
Diante de tanta mentira e corrupção para onde olhar?
Junto com a humanidade grito, ouvindo a resposta ecoar:
Deus, venha da minha insensatez salvar-me.