domingo, 15 de julho de 2012

O retrato




As mães são as guardiãs responsáveis pelas fotos,
Que lindas e perfeitas nos revelam as novas pessoas
E que nascem com tantos sofrimentos e angustias,
Protegidas dentro de seus corpos aquele novo individuo.

Apresentado a uma equipe médica o nascituro,
O seu primeiro choro para prova o seu primeiro ar
E a primeira leitura é feita por um  pequeno publico.
Os traços descrevem a pureza de quem sabe amar...

É a expressão exata do amor! Assim deve esclarecer
A razão de que toda dor foi planejado para a felicidade,
Expressada nesta foto revelada de um novo lindo ser
E lembra-nos o nascimento do SALVADOR da humanidade.

Porém o tempo deixa a marca e desbota o retrato,
Uma sobra apenas lembra aquilo que você era de verdade.
O que mudou? Tudo e nada. A passividade e o vento,
Combinações estranhas e perigosas que alteram a personalidade.

O amor surgiu e cresceu e como arvore frondosa deu frutos
E a todos alimentou e embriagou com sua grande doçura;
Mas o lavrador não tratou de sua raiz, não limpou seus galhos,
Nem medicou suas folhas e seus frutos? Ali, jogados nas cestas.

O tempo é cruel para quem não cuida! Responde duramente...
As folhas foram comidas por hospedeiros e os cupins a ataram
Destruindo seus galhos, levando a sua beleza e o viço da mocidade;
Que pena, agora somente tristeza, cadê a lembrança dos que a amaram?

O retrato daquelas mães já apagado no dia do esperado parto
Um dia de festa nos revela uma foto de uma mulher, sem o primeiro amor,
Mas dádiva de ser mãe será o retrato restaurado que trará um novo fato.
O de ter naquela criança a Divina alegria e a esperança de um novo fulgor.