quinta-feira, 19 de julho de 2012

Mentiras e doutrinas




O que impedi o homem de  falar sobre o sexo?
Certamente o medo de ouvir e encarar a verdade.
A verdade que habita e está dentro dele aos gritos,
Fazendo-o cheio de medo, mas um doutrinador gigante.

O medo é que o leva a fazer a interpretação particular,
Colocando dos textos Bíblicos a construção do seu muro
Protegendo do ataque que sabe não estar lá fora,
Pois punhaladas há dentro de si, dos versículos isolados.

Uma arma criada para ser usada a fim de levá-lo a punir.
Construindo religiões, para culpar todas as mulheres,
Que com suas belezas arrebatadoras, usadas para possuir,
Com bruxaria e feitiços, os cristãos de vida penitente.

As vestes religiosas são fracas armaduras para a ação
Do sabor incontrolável e do sentido enlouquecedor,
Que faz todo seu corpo gemer sem saber qual a direção
E onde poderia se esconder e é notória e vem a dor.

As vestes religiosas e as práticas ininterruptas
Das constantes orações, não o torna um vencedor,
Por estar baseado nas suas várias formas de mentiras;
Assim afirma que as mulheres não lhe provocam desejos.

Nos palanques, nas praças e nos púlpitos com voz altiva,
Prega a abstinência sexual que o escraviza no silêncio,
Alarmante,  provocando-lhe dor e derrota, assim se autoflagela.
A culpa é daquela bela mulher, que enfeitiçou com o lindo corpo.

Não! Agora ela será chicoteada até a morte, como punição,
Por ter despertado no seu corpo o desejo e o prazer...
Mas, ao chicoteá-la vem o sadismo, dando-lhe o gozo e a paixão.
Então, aquele rosto desfalecido traz-lhe a culpa do anjo morrer.

O falso pudor e o tabu estabelecido por mentes doentes,
Ainda hoje perdura, aniquilando homens e mulheres na alma
E estabelecendo a morte, arranca a felicidade eternamente,
Sofrendo, nos hospitais e várias clínicas de psiquiatria e psicologia.

Quem ensinou o homem a fugir da sua natureza e de não amar?
Se Jesus Cristo ordenou a amar a si mesmo e ao próximo,
Com a mesma intensidade, numa troca de prazer e assim continuar
A espécie humana, especial raça, criada com amor e muito carinho.