quinta-feira, 14 de junho de 2012

A RESPOSTA DO POETA






Uma página totalmente em branco,
Preparada para a primeira história
A ser narrada, ou talvez um conto,
O que na verdade o escritor queria

Era expor a essência da vida pulsante
Dentro de seu eu, mas onde esta estava?
Olhar aquela folha em branco era triste.
Não acordava e sua lembrança se afastava

Para uma terra bem distante, sem registro,
Sem conhecimento presa em algum lugar,
Onde a humanidade afugenta, com “algo”
Feito em algum tempo; que faz amargar

O paladar da alma, com dores na medula
A tirar a saúde do sangue impedindo de
Espalhar do amor através do rio, que implora
Qual direção a seguir para uma história firme.

A folha não é capaz de reconduzir o poeta,
Um pobre filósofo abandonado e desconsiderado,
Que vive esperando da sociedade a resposta,
Para que esse profeta possa dormir sossegado.