domingo, 24 de junho de 2012

ANGUSTIA DE UM ATALAIA






Uma alma ficou ferida no seu caminhar,
Desde que começou a buscar entender
O caminho do homem e o seu planejar.
Então buscou avisá-lo o que iria acontecer

Se continuasse a construir a aquela casa,
Com aquela engenharia tirada do vento.
Como poderia construir sobre a areia?
Como poderia o vento dar um ensinamento?

A alma ficou ferida por não ser entendida.
Queria ajudar uma vida a se desviar do abismo.
Se um lar é mais que uma casa, como viveria?
Pois uma vida precisa de abrigo e idealismo.

Confusa a alma chora e implora por educação,
Extensiva a toda nação, principalmente para aquela
Que insiste construir com base na sua intuição.
O vento é traiçoeiro e não vai lhe dar segurança,

Mas a sorte muda se conseguir ver na forte rocha
O verdadeiro ensino trazendo o conhecimento,
De que não se deve ignorar um amigo conselheiro.
A alma fica ferida quando não consegue ser ouvida.

Grita a sabedoria: “o vento espalha a areia e cai a casa!”
Olhe para a rocha, ela é firme e forte e nada teme.
O vento lhe dá prazer e dor, mas a rocha dá a promessa
De que terá uma casa construída com alicerce firme e forte.

A alma sofre porque você não compreende sobre a opinião,
De que o seu ideal deve ser buscar mais que uma casa.
No seu ideal deveria está: a vida social e o direito a educação;
Ter um lar com a construção da verdadeira família e a segurança.