sexta-feira, 18 de maio de 2012

A sabedoria dos humildes






Deixa o louco falar tudo que precisa...
Suas afirmações são sempre indecisas,
Entretanto, é para ele o discurso do século.
Acredita ser mais que um homem de estilo.

Na sua prepotente e incomparável dedução
Praticamente se sente o dono de toda criação.
Conta suas vantagens para o seu grupo,
Formado por pessoas fracas, e delas sempre venerado.

O louco é aquele que pensa saber de tudo
E que ninguém brilha mais que ele, o Senhor do mundo.
Uma doença, mas não é contagiante, mas muito perigosa,
Porque a ira é sua companheira dedicada e caprichosa.

O louco é um ser e está em qualquer lugar da sociedade,
Na escola, no hospital, na política e em qualquer cidade.
O mundo está cheio deles e agora lotam as igrejas,
As Faculdades Teológicas encheram de livros as lojas.

Agora todos querem ser loucos e dominar os púlpitos,
Porque descobriram ser mais fáceis que os palcos.
O microfone deixa-os loucos e delirantes e excitados,
Alguns chamam de eloquentes, mas devem ser observados.

Não aceitam questionamentos e ignoram o ouvinte,
Não acreditam que alguém seja capaz e inteligente
De poder compreender a profundidade daquela ciência,
Cujo único é radialista e autor de livros e suas audiências.

A loucura e a ciência estão juntas para criar a arrogância.
O limite entre a loucura e a sabedoria é própria ganância.
A ganância habita em quase todos, pois todos têm sonhos...
Querem ser ricos e famosos, mesmo guando não acreditados.

Da loucura a esperança de curar o descontrole do homem,
Reaviva a firmação de Sócrates que busca ficar na vantagem.
“Só sei que nada sei...” é uma declaração que anula a loucura,
Exalta a sabedoria dos humildes e alinha o homem e a cultura.