sábado, 5 de maio de 2012

A melhor escolha é esquecer





Estou no meio do mais misterioso mar
E não me encontro na minha vontade,
Mas sei que não devo desistir de amar.
Entretanto, por que não enxergo a verdade?

Lembro-me do meu começo em uma praia
Dentro de um barco feito pequeno e fraco,
Mas o vento propulsor era esperança dada
Pela bondade Divina e assim com ela prossigo.

Mesmo com os ventos contrários dos inimigos,
Que fingiam avisar-me ser melhor ficar.
Resisti e lutei contra o medo dos perigos
Convicto de que não deixei amigos lá.

Olhos fitos no horizonte franzindo a fronte
Com o coração palpitante assim prossigo.
Brigo contra as ondas espumantes errantes,
Na esperança de que lá no horizonte eu existo.

Após muito navegar, desidratado, nada vejo
E sem ilusão percebo: este mar não tem fim.
O que procuro está no fundo do meu desejo,
Que no meu inconsciente escondi de mim.

Agora perdido no meio do mar eu choro.
Agora a fuga daqueles lá começo a esquecer
E agora vejo a verdade explícita e a ignoro,
Agora é melhor esquecer todos lá, pra não sofrer.