sexta-feira, 25 de maio de 2018

Pensando...

Pensando...

Lendo e analisando tantas mensagens, vendo e ouvindo estudos realizados e postados em redes sociais no nosso tempo. Senti muita tristeza e muita preocupação, lembrei-me então da fala do nosso Senhor, Mestre e Salvador registrada e João 10:25-30:
Respondeu-lhes Jesus: Já vo-lo tenho dito, e não o credes. As obras que eu faço, em nome de meu Pai, essas testificam de mim.
Mas vós não credes porque não sois das minhas ovelhas, como já vo-lo tenho dito.
As minhas ovelhas ouvem a minha voz, e eu conheço-as, e elas me seguem;
E dou-lhes a vida eterna, e nunca hão de perecer, e ninguém as arrebatará da minha mão.
Meu Pai, que mas deu, é maior do que todos; e ninguém pode arrebatá-las da mão de meu Pai.
Eu e o Pai somos um.
João 10:25-30
O conhecimento humano busca proteger às fraquezas humanas; mas o conhecimento de Deus busca neutralizar a natureza humana. Assim o homem, mentindo para si mesmo, alcança desta forma a perfeição do erro.
Este erro começa a brilhar quando os ensinos dos pseudos mestres declaram ser a Bíblia um livro não inspirado por Deus  e a proporção que vai crescendo a aceitação deste ensino, a apostasia vai dominando a sociedade, fortalecendo a apologia de tudo que é abominável aos olhos de Deus. (Gal 5:19-21; 1 Cor 6:9-11; Lev 18:22) (observar o texto bíblico: 16Toda a Escritura é inspirada por Deus e proveitosa para ministrar a verdade, para repreender o mal, para corrigir os erros e para ensinar a maneira certa de viver; 17a fim de que todo homem de Deus tenha capacidade e pleno preparo para realizar todas as boas ações. ),
Este brilho jamais acontecerá, ou ser acontecer, o que acontecerá quando for o fim, será uma falsa luz (o anticristo),  o quê para aqueles “mestres” é a verdade e o ápice, mas para nós, nascidos do Espírito de Deus, o cumprimento da profecia bíblica (Mt 24;  II Ts 2; I Jo 2; I Jo 4; II Jo 1; Ap 13). Tal aparição será após o arrebatamento da igreja (conforme corrente ideológica cristão por mim abraçada).
 Jesus Cristo rejeitado mais uma vez e por isso buscará apenas os seus escolhidos. O inimigo de Deus (Satanás) é o deus que o homem pós-moderno quer ( “um Deus que não queira se intrometer em seus pecados e que os faça sentir fortes, poderosos e “livres”).
Professor Jair de Oliveira Filho


Desenvolvimento da linguagem e seu impacto sobre o desenvolvimento psicossocial e emocional da criança



Fonte: enciclopedia-crianca.com/d


Joseph Beitchman, MD  Elizabeth Brownlie, PhD
University of Toronto, Canadá
Fevereiro 2010, Ed. rev. (Inglês). Tradução: julho 2011

Introdução
A linguagem é fundamental para a vida social. O desenvolvimento da fala e da linguagem é um alicerce para resultados positivos na vida futura. No entanto, a competência de fala e de linguagem não progride normalmente para um número considerável de crianças, e as pesquisas mostram que essas crianças correm mais riscos de apresentarem problemas psicossociais posteriores do que aquelas que não têm comprometimentos da fala ou da linguagem. 
Os estudos produziram evidências convincentes de que os resultados psicossociais de comprometimentos de linguagem em crianças e adolescentes são desproporcionalmente problemáticos; algumas desvantagens persistem até a idade adulta. Esses resultados incluem desvantagens persistentes de competência em fala e linguagem, funcionamento intelectual, ajustamento e realizações educacionais, comprometimentos psicossociais, e maior probabilidade de distúrbios psiquiátricos. Os insights-chave salientados aqui implicam a necessidade de identificação precoce de problemas de linguagem, e intervenções eficazes em problemas de linguagem e questões cognitivas, acadêmicas, comportamentais e psicossociais correlatas, e prevenção da vitimização dessa população. O apoio a crianças e adolescentes que têm comprometimentos de linguagem é particularmente importante no contexto escolar. 
Do que se trata
Há fortes evidências da associação entre comprometimentos de fala e de linguagem e transtornos psiquiátricos.1,2,3  Crianças que têm comprometimentos de fala e de linguagem apresentam taxas mais altas de Transtorno do Déficit de Atenção e Hiperatividade (TDAH) e de Transtornos da Ansiedade na infância e na adolescência.2,5,6,7 Habilidades verbais deficientes têm sido associadas a delinquência juvenil e problemas de conduta, particularmente em meninos.8,9Crianças que têm comprometimentos de linguagem na infância tendem a ter mais problemas comportamentais imediatos e futuros do que as que apresentam desenvolvimento típico.10,11,12,13 Mais do que comprometimentos apenas de fala, os comprometimentos de linguagem estão associados a problemas comportamentais persistentes.10,11 Jovens que têm comprometimentos de linguagem frequentemente têm também comprometimentos sociais, e podem ser alvo de bullying ou ser socialmente excluídos por seus pares.10,14,15 Estudos que acompanharam crianças encaminhadas para tratamento clínico de problemas de linguagem registraram problemas sociais persistentes na vida adulta.16 
Comprometimentos de linguagem estão consistentemente associados com pobre desempenho acadêmico na infância e na adolescência. Crianças e jovens encaminhados para tratamento clínico de problemas de linguagem têm, em média, desempenho acadêmico inferior ao de crianças da população em geral.17,18,19 Esses resultados foram corroborados em estudos epidemiológicos prospectivos.20,21,22,23Crianças com comprometimento de linguagem aos cinco anos de idade apresentaram probabilidade oito vezes maior de terem Transtornos de Aprendizagem aos 19 anos de idade que crianças que não apresentavam essas comprometimentos.21 Pesquisas recentes indicam que crianças com comprometimento de linguagem diferem de crianças com desenvolvimento cognitivo e processamento de informações normais, inclusive de memória de curto prazo e do processamento auditivo.24,25,26
Problemas
A pesquisa sobre os resultados de comprometimentos de fala e de linguagem está incompleta. Em primeiro lugar, muitos estudos que relatam resultados de longo prazo dos comprometimentos de fala e linguagem utilizaram amostras encaminhadas para tratamento clínico, e não amostras baseadas na comunidade. Esses estudos não representam o espectro de comprometimentos de fala e linguagem. Indivíduos encaminhados para tratamento tendem a apresentar comprometimentos mais sérios e mais perceptíveis do que aqueles que não são encaminhados. Tendem também a ter outros problemas associados, particularmente problemas comportamentais que atraem a atenção e motivam o encaminhamento,27 ao passo que aqueles que têm problemas mais sutis – frequentemente as meninas – podem passar despercebidos.27,28 Em segundo lugar, a maioria dos trabalhos sobre conseqüências, na vida adulta, de comprometimentos de fala e de linguagem presentes na infância, são estudos retrospectivos, que geram dificuldade para garantir  dados objetivos sobre o histórico de linguagem. Em terceiro lugar, muito poucos estudos de amostras não encaminhadas para tratamento publicaram resultados para além da adolescência, até a vida adulta. Em quarto lugar, alguns estudos sobre consequências na vida adulta envolvendo amostras com comprometimentos de linguagem não utilizaram grupos de controle equiparados, o que limita gravemente as inferências que se possa fazer a respeito. Em quinto lugar, os estudos disponíveis raramente incluem medidas de resultados nas diversas áreas de funcionamento. Esta é uma limitação fundamental, porque problemas em outros domínios do funcionamento psicossocial podem persistir mesmo que os comprometimentos de fala e linguagem tenham sido resolvidos. Avaliações mais amplas também podem identificar áreas mais fortes e semelhanças entre indivíduos com comprometimentos de linguagem e indivíduos com desenvolvimento típico. Por fim, é necessário dar mais atenção aos contextos sociais em relação aos resultados de comprometimentos de fala/linguagem.28,29 Por exemplo, poucos estudos examinaram diretamente o gênero em relação aos resultados de comprometimentos de linguagem; a maioria daqueles que o fizeram focalizou crianças pequenas.15,30
Contexto de pesquisa
Ottawa Language Study – OLS é o primeiro estudo populacional envolvendo crianças com comprometimentos de linguagem que foram acompanhadas até a vida adulta.31 Uma amostra composta por uma de cada três crianças de cinco anos de idade, da região Ottawa-Carleton, em Ontário, Canadá, falantes do Inglês, foi submetida a uma triagem de fala e linguagem por fonoaudiólogos especializados.32O procedimento resultou em uma amostra de 142 crianças com comprometimentos de fala e/ou linguagem. Simultaneamente, foi recrutada uma amostra controle de 142 crianças pareadas por idade e sexo, das mesmas classes ou escolas das crianças que apresentavam comprometimento. As duas amostras foram avaliadas quanto a funcionamento cognitivo, desenvolvimental, emocional, comportamental e psiquiátrico.6 Três estudos longitudinais dos participantes originais do projeto foram realizados quando eles tinham 12, 19 e 25 anos de idade.2,7,31 A taxa de retenção escolar encontrada em cada um desses estudos longitudinais   excedeu 85% da amostra original. Está em andamento um quarto estudo longitudinal (31/32 anos de idade).
Questões-chave de pesquisa
Algumas das questões-chave colocadas por esse estudo foram: os comprometimentos de linguagem persistem? Estão associados a problemas comportamentais na infância, na adolescência ou na vida adulta? Predizem realizações acadêmicas, desempenho educacional ou desenlaces vocacionais? Comprometimentos de linguagem na infância estão associados a maior frequência de distúrbios psiquiátricos ao longo da vida? Os resultados psicossociais de comprometimentos de linguagem são diferentes para meninas e meninos?
Resultados de pesquisas recentes
Os comprometimentos de linguagem frequentemente persistem na vida adulta.33,34Comprometimentos que envolvem apenas a fala normalmente desaparecem, assim como os problemas psicossociais associados a eles.2,33  No OLS, crianças e adolescentes com comprometimentos de linguagem na infância apresentaram taxas significativamente altas de problemas comportamentais e de distúrbios psiquiátricos, especialmente ansiedade, em comparação com controles com linguagem típica, aos 5, 12 e 19 anos de idade.2,6,7  Houve mais ocorrências de fobia social no grupo com comprometimentos de fala/linguagem; os distúrbios da comunicação podem constituir uma rota diferencial para a fobia social.35 Problemas de externalização, particularmente TDAH e delinquência, foram associados a comprometimentos de linguagem em meninos, mas não em meninas;11 as taxas de distúrbios de personalidade antissocial no sexo masculino foram quase três vezes mais altas do que nos controles com linguagem típica.2 Meninas com comprometimentos de linguagem tinham probabilidade três vezes maior de ter sofrido abuso sexual na infância ou na adolescência do que meninas do grupo controle;28 essa diferença não se deveu a diferenças de status socioeconômico entre os grupos com e sem comprometimento de linguagem.  
Aos 25 anos de idade, as taxas de distúrbios psiquiátricos foram mais baixas entre os participantes de ambos os grupos do que aos 19 anos de idade.36 Além disso, a qualidade de vida, a satisfação no trabalho e o apoio social percebido foram igualmente altos nos dois grupos.31 Os participantes com comprometimentos de linguagem revelaram menor propensão a participar de educação pós-ensino médio ou a concluir esse nível de ensino do que aqueles do grupo controle; 75% tinham concluído o ensino médio. Adultos jovens com comprometimentos de linguagem tinham a mesma probabilidade de estar empregados que os controles com linguagem típica, e frequentemente haviam escolhido empregos em áreas que não exigiam muita habilidade verbal. As mulheres com comprometimentos de linguagem tiveram filhos mais cedo do que aquelas que tinham linguagem típica; 50% delas já tinham filhos aos 25 anos de idade.31 Em parte, a maternidade mais precoce pode refletir as menores oportunidades de emprego para mulheres que não alcançaram a  educação pós-ensino médio – excluindo-se empregos tradicionalmente masculinos, como os de construção civil.
Conclusões
O estudo OLS mostrou que os resultados na infância e na adolescência para crianças que apresentam um histórico de comprometimentos de linguagem são nitidamente mais negativos do que os de crianças que não têm comprometimentos de linguagem, ou que têm apenas comprometimentos de fala. Crianças com comprometimentos de linguagem apresentaram déficits proeminentes imediatos e de longo prazo nas áreas linguística, cognitiva e acadêmica em comparação com pares sem comprometimentos precoces de linguagem, e concluíram menos etapas educacionais. Meninos com comprometimentos de linguagem mostraram-se em risco de apresentarem comportamento delinquente e antissocial; meninas com comprometimentos de linguagem tiveram maior probabilidade de sofrer abuso sexual ou de maternidade mais precoce.31 No entanto, aos 25 anos de idade, os jovens com comprometimentos de linguagem tinham a mesma probabilidade de estar empregados que os controles com linguagem típica, e os grupos não diferiram quanto à qualidade de vida e de apoio social percebido. 
Implicações para perspectivas de políticas e de serviços
Crianças que têm comprometimentos de linguagem apresentam resultados relativamente precários na infância e na adolescência. Têm maior probabilidade de apresentar distúrbios de ansiedade, que têm impacto negativo sobre a qualidade de vida dos adultos afetados e custos econômicos e de cuidados de saúde substanciais.37 Além disso, os comprometimentos de linguagem na infância tendem a persistir, e seu impacto pode ser observado da infância até o início da vida adulta. As pesquisas confirmam a eficácia de intervenções precoces em linguagem.38 Os profissionais que atuam na área da fala e da linguagem devem continuar a educar o público e outros profissionais a respeito da importância da intervenção precoce em linguagem. 
Ao mesmo tempo, o aumento do bem-estar entre os 19 e os 25 anos de idade, apesar da persistência de déficits de linguagem, sugere que as diferenças entre contextos sociais podem desempenhar um papel importante nos problemas psicossociais de jovens com comprometimentos de linguagem. As exigências dos ambientes escolares, em particular, podem constituir estressores que exacerbam os problemas dos jovens com comprometimentos de linguagem. Por exemplo, crianças com comprometimentos de linguagem podem sofrer provocações sistemáticas (bullying) na escola,14 e muitos jovens com comprometimentos de linguagem relatam medo de falar diante dos outros.35 Diferentemente dos jovens que concluem a educação compulsória, os adultos com comprometimentos de linguagem conseguem escolher vocações compatíveis com seus pontos fortes, e que dependem menos de habilidades verbais.16,31  Esses resultados sugerem a necessidade de sistemas fortes de apoio nas escolas a jovens que apresentam esses comprometimentos e atenção a todos os aspectos de seu ambiente escolar. É necessário também levar em consideração o gênero nas intervenções para jovens com comprometimentos de linguagem. Em especial, a prevenção da vitimização precisa ser incorporada ao trabalho com esses jovens, principalmente com as meninas. Crianças que têm um histórico de comprometimentos de linguagem são mais propensas a apresentar problemas variados do que seus pares não afetados e, como tal, podem beneficiar-se mais de intervenções precoces. Isto demonstra a urgência da identificação precoce de comprometimentos de linguagem, além de desenvolvimento e manutenção de programas de tratamento comprovadamente eficazes, que abordem a multiplicidade de adversidades enfrentadas por essas crianças e, ao mesmo tempo, contribuam para sua resiliência e sua adaptação. 
Referências
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38. Leonard LB. Children with specific language impairment. Cambridge, Mass: MIT Press; 1998.



segunda-feira, 21 de maio de 2018

Adjetivos


Fonte: todamateria.com


Adjetivos são palavras que caracterizam um substantivo, conferindo-lhe uma qualidade, característica, aspecto ou estado. Os adjetivos variam em gênero (masculino e feminino) e em número (singular e plural) conforme o substantivo que caracterizam. Os adjetivos flexionam-se também em grau (normal, comparativo e superlativo).

Exemplos:
·         casa velha (o adjetivo velha caracteriza o substantivo casa);
·         prédio antigo (o adjetivo antigo caracteriza o substantivo prédio);
·         casas velhas (o adjetivo velhas caracteriza o substantivo casas);
·         prédios antigos (o adjetivo antigos caracteriza o substantivo prédios).
Os adjetivos podem ser simples, sendo formados por apenas um radical, ou compostos, sendo formados por dois ou mais radicais.

Exemplos de adjetivos simples:
·         A maçã é vermelha.
·         O menino é muito bonito.
·         Minha mãe está zangada.

Exemplos de adjetivos compostos:
·         Meu vestido verde-escuro está estragado.
·         Meu pai é franco-brasileiro.
·         Que menino mal-educado!
Sintaticamente, exercem funções de adjunto adnominal, predicativo do sujeito ou predicativo do objeto.

Exemplos:
·         Adjunto adnominal: Uma dor intensa atingiu o paciente moribundo.
·         Predicativo do sujeito: Mariana parece ansiosa.
·         Predicativo do objeto: Ele a viu sorridente.

Gênero dos adjetivos
Relativamente ao gênero, os adjetivos podem ser biformes ou uniformes.
Os adjetivos biformes apresentam duas formas, uma para o gênero masculino e outra para o gênero feminino.

Exemplos:
·         Helena é uma menina simpática.
·         Paulo é um menino simpático.
·         A blusa é vermelha.
·         O casado é vermelho.

Os adjetivos uniformes apresentam sempre a mesma forma, quer no gênero feminino, quer no gênero masculino. Normalmente, os adjetivos terminados em -e, -z, -m e -l são adjetivos uniformes.

Exemplos:
·         Helena é uma menina feliz.
·         Paulo é um menino feliz.
·         A blusa é azul.
·         O casado é azul.

Número dos adjetivos
Para a formação do plural dos adjetivos simples, são utilizadas as mesmas regras de formação do plural dos substantivos, sendo a principal regra acrescentar a letra s no final da palavra.

Exemplos:
·         A pera madura.
·         As peras maduras.
·         O homem resmungão.
·         Os homens resmungões.

Para a formação do plural dos adjetivos compostos, a regra indica que apenas o último elemento varia em número, indo para o plural:

Exemplos:
·         Minha tia é afro-brasileira.
·         Minhas tias são afro-brasileiras.
·         Este aluno é mal-educado!
·         Estes alunos são mal-educados!
Contudo, o adjetivo composto se mantém invariável se for formado por um substantivo no último elemento.

Exemplos:
·         A parede é amarelo-canário.
·         As paredes são amarelo-canário.
·         O tecido é vermelho-sangue.
·         Os tecidos são vermelho-sangue.

Grau dos adjetivos
Relativamente ao grau, os adjetivos podem estar no grau normal, no grau comparativo ou no grau superlativo, indicando diferentes intensidades com que um adjetivo pode caracterizar um substantivo.

·         Grau normal: O Mateus é inteligente.

·         Grau comparativo de superioridade: O Mateus é mais inteligente que o Bruno.

·         Grau comparativo de inferioridade: O Mateus é menos inteligente que a Camila.

·         Grau comparativo de igualdade: O Mateus é tão inteligente quanto a Luana.

·         Grau superlativo relativo de superioridade: O Mateus é o mais inteligente da turma.

·         Grau superlativo relativo de inferioridade: O Mateus é o menos inteligente da turma.

·         Grau superlativo absoluto analítico: O Mateus é muito inteligente.

·         Grau superlativo absoluto sintético: O Mateus é inteligentíssimo.

Locução adjetiva

Locução adjetiva é um conjunto de duas ou mais palavras que, juntas, atuam como um adjetivo, caracterizando um substantivo. As locuções adjetivas são formadas maioritariamente pela preposição de mais um substantivo.

Exemplos:
·         de criança – relativa ao adjetivo infantil;
·         de pai – relativa ao adjetivo paterno;
·         de mãe – relativa ao adjetivo materna;
·         de morte - – relativa ao adjetivo mortal;
·         de leite – relativa ao adjetivo lácteo.

Outros tipos de adjetivos

Adjetivos primitivos são adjetivos cuja origem não reside em outras palavras da língua portuguesa, mas sim em palavras de outras línguas.

Exemplos:
·         feliz;
·         bom;
·         azul;
·         triste;
·         grande;


Adjetivos derivados são adjetivos cuja origem reside em outras palavras da língua portuguesa, ou seja, derivam de substantivos ou verbos.

Exemplos:
·         magrelo;
·         avermelhado;
·         apaixonado;


Adjetivos explicativos são adjetivos que expressam uma qualidade própria do ser.

Exemplos:
·         fogo quente;
·         mar salgado;
·         céu azul;

Adjetivos restritivos são adjetivos que expressam uma qualidade que não é própria do ser, tornando-o único no grupo de referência.

Exemplos:
·         blusa amarela;
·         cantora baiana;
·         criança inteligente;
·        

Adjetivos pátrios são adjetivos que nomeiam as pessoas conforme o local onde nascem ou vivem. São adjetivos derivados, dado que têm quase sempre sua origem no nome do lugar a que se referem.

Exemplos:

·         baiano;
·         paulista;
·         pernambucano;
·         cearense;
·         alemão;
·         francês;
·         nipo-brasileiro;
·         luso-brasileiro;


Adjetivos adverbializados são adjetivos que, na oração, assumem a função de advérbio, permanecendo assim invariáveis. Substituem advérbios de modo terminados em –mente, produzindo um discurso mais rápido, acessível e enfático.

Exemplos:
·         Venha rápido ver o que aconteceu! (rápido = rapidamente)
·         Aprendemos fácil a matéria. (fácil = facilmente)
·         Ela escorregou, caiu e bateu forte no chão. (forte = fortemente)


Grau superlativo absoluto sintético
O adjetivo, no grau superlativo absoluto sintético, caracteriza um ou mais seres atribuindo-lhes qualidades em grau muito elevado. É expresso através de uma só palavra, formada pelo adjetivo mais um sufixo: adjetivo + sufixo (-íssimo; -imo; - ílimo; -érrimo).
Exemplos:
  • A sobremesa é dulcíssima.
  • O teste foi facílimo.
  • O professor é sapientíssimo.
A principal regra de formação do grau superlativo absoluto sintético dos adjetivos é pela junção do sufixo –íssimo: agilíssimo, malíssimo, originalíssimo,… Quando o adjetivo termina em vogal, ocorre a supressão dessa vogal: belíssimo, fortíssimo, tristíssimo,…
Quando os adjetivos terminam em –io, ocorre uma duplicação da consoante i, formando o hiato i-í: seriíssimo, necessariíssimo, precariíssimo, … Contudo, parece haver na língua contemporânea uma maior aceitação da forma composta apenas por um i, sendo anulado o hiato i-í: seríssimo, necessaríssimo, precaríssimo, …
Quando os adjetivos terminam em –vel, ocorre a adaptação da forma latina primitiva para –bilíssimo: amabilíssimo, notabilíssimo, sensibilíssimo,…
Quando os adjetivos terminam em –z, ocorre a adaptação da forma latina primitiva para –císsimo: felicíssimo, ferocíssimo, velocíssimo,…
Quando os adjetivos terminam em –m, ocorre a adaptação da forma latina primitiva para –níssimo: comuníssimo, juveníssimo, boníssimo,…
Quando os adjetivos terminam em –ão, ocorre a adaptação da forma latina primitiva para –aníssimo: saníssimo, cristianíssimo, vaníssimo,…
Existem diversos adjetivos que apresentam uma forma alatinada erudita de formação do grau superlativo: macérrimo, paupérrimo, celebérrimo, nigérrimo, …
Exemplos de superlativos absolutos sintéticos:
  • acre - acérrimo
  • ágil – agilíssimo ou agílimo
  • agradável – agradabilíssimo
  • agudo – acutíssimo ou agudíssimo
  • alto – altíssimo, supremo ou sumo
  • amável – amabilíssimo
  • amargo – amaríssimo ou amarguíssimo
  • amigo – amicíssimo
  • antigo – antiquíssimo
  • áspero – aspérrimo
  • atroz – atrocíssimo
  • baixo – baixíssimo ou ínfimo
  • belo – belíssimo
  • benéfico – beneficentíssimo
  • benévolo – benevolentíssimo
  • bom – boníssimo ou óptimo
  • capaz – capacíssimo
  • célebre – celebérrimo
  • cheio – cheíssimo
  • comum – comuníssimo
  • cristão – cristianíssimo
  • cruel – crudelíssimo
  • difícil – dificílimo
  • doce – dulcíssimo ou docíssimo
  • dócil – docílimo ou docilíssimo
  • eficaz – eficacíssimo
  • estranho – estranhíssimo
  • fácil – facílimo
  • feio – feíssimo
  • feliz – felicíssimo
  • feroz – ferocíssimo
  • fiel – fidelíssimo
  • forte – fortíssimo
  • frágil – fragílimo ou fragilíssimo
  • frio – friíssimo ou frigidíssimo
  • geral – generalíssimo
  • grande – máximo ou grandíssimo
  • honorífico – honorificentíssimo
  • horrível - horribilíssimo
  • humilde – humílimo ou humildíssimo
  • inconstitucional – inconstitucionalíssimo
  • incrível – incredibilíssimo
  • infiel – infidelíssimo
  • inimigo – inimicíssimo
  • íntegro – integérrimo
  • jovem – juveníssimo
  • livre – libérrimo
  • magnífico – magnificentíssimo
  • magro – macérrimo, magríssimo ou magérrimo
  • mal –malíssimo
  • maléfico – maleficentíssimo
  • malévolo – malevolentíssimo
  • manso – mansuetíssimo
  • mau – péssimo
  • miserável – miserabilíssimo
  • mísero – misérrimo
  • necessário – necessariíssimo ou necessaríssimo
  • negro – nigérrimo ou negríssimo
  • nobre – nobilíssimo
  • normal – normalíssimo
  • notável - notabilíssimo
  • original – originalíssimo
  • pagão – paganíssimo
  • pequeno – mínimo ou pequeníssimo
  • pessoal – personalíssimo ou pessoalíssimo
  • pobre – paupérrimo ou pobríssimo
  • popular – popularíssimo
  • precário – precaríssimo ou precariíssimo
  • pródigo – prodigalíssimo
  • próspero – prospérrimo
  • provável – probabilíssimo
  • são – saníssimo
  • sábio – sapientíssimo
  • sagrado – sacratíssimo
  • salubre – salubérrimo
  • senil – senilíssimo
  • sensível - sensibilíssimo
  • sério – seríssimo ou seriíssimo
  • simpático – simpaticíssimo
  • simples – simplíssimo ou simplicíssimo
  • singular – singularíssimo
  • soberbo – superbíssimo
  • tenaz – tenacíssimo
  • terrível – terribilíssimo
  • triste – tristíssimo
  • vão – vaníssimo
  • veloz – velocíssimo
  • visível – visibilíssimo
  • voraz – voracíssimo
  • vulgar – vulgaríssimo
  • vulnerável – vulnerabilíssimo