domingo, 10 de junho de 2018

A partícula apassivadora SE


infoescola.com/portugues/

A partícula SE como apassivadora do sujeito
Veja os exemplos:
Aprovou-se o novo candidato
Venderam-se novos imóveis.
No caso de o SE ser uma partícula apassivadora, a frase estará na VOZ PASSIVA SINTÉTICA, ou seja, neste caso o sujeito simples é passivo: CANDIDATO, porque não é ele quem pratica a ação de APROVAR, ao contrário, ele é o alvo da ação verbal.
Uma ótima forma de comprovar isso é passar a frase para a VOZ PASSIVA ANALÍTICA:
Ex: O novo candidato foi aprovado.
Neste tipo de construção, o "se" é usado como pronome oblíquo reflexivo, e caso seja feita a análise sintática, observar-se-á que ele assume a função de objeto direto do verbo transitivo ao qual se liga.
OBS 1: O verbo concordará com o sujeito, como no caso de venderam-se novos imóveis onde o verbo vai para o plural, concordando com o sujeito imóveis que também está no plural.
OBS 2: O uso de "se" como partícula apassivadora não deve ser confundido com seus usos como objeto direto da VOZ PASSIVA REFLEXIVA.
Ex: Feriu-se com a faca.
Neste caso, o sujeito está oculto/indeterminado, pressupõe-se que “alguém” se feriu com a faca.
A partícula SE como índice de indeterminação do sujeito
Veja o exemplo:
Precisa-se de professor.
No caso de o SE ser um índice de indeterminação do sujeito, ele estará sempre agregado ao verbo na 3ª pessoa do singular, e o sujeito será indeterminado.
Da mesma forma, você pode tirar a “prova dos 9” tentando colocar a frase para a VOZ PASSIVA ANALÍTICA e comprovando que é impossível:
O professor é precisado.
A partícula SE como pronome
Veja os exemplos:
André machucou-se. (pronome pessoal reflexivo)
Os cachorros feriram-se uns aos outros. (pronome pessoal recíproco)
As professoras arrependeram-se. (pronome fossilizado*)
* chama-se fossilizado, pois já ficou agregado ao verbo, que no infinitivo apresenta-se como ARREPENDER-SE.
Neste caso, a frase está na VOZ ATIVA REFLEXIVA, e a partícula “se” é pronome pessoal reflexivo. Sintaticamente, sua função é de OBJETO DIRETO.
A partícula SE como ‘partícula expletiva’
Veja os exemplos:
Os alunos riram-se.
Em construções com esta, a partícula SE não possui função sintática, é chamada de expletiva, pois é usada apenas como um realce estilístico.
A partícula SE como CONJUNÇÃO
Veja os exemplos:
Estarei aqui bem cedo, se tudo der certo.
Não tenho certeza se esta é a melhor escolha.
Como conjunção, o SE não possui função sintática, mas tem extrema utilidade no período pois ligará a oração subordinada à oração principal, nas orações adverbiais e nas orações integrantes.
Outros usos menos comuns para a partícula ‘SE’
Veja os exemplos:
Ele sempre tem um SE antes de qualquer resposta.
(substantivo, objeto direto)
- Você quer ganhar um carro? - Se quero!
(advérbio, adjunto adverbial de afirmação)

Uso do Onde e Aonde






Onde e Aonde são palavras que indicam lugar, mas que são usados em situações diferentes. Assim, há dúvidas quanto ao seu emprego, as quais você não terá mais depois de ler este artigo.
Diferença entre Onde e Aonde
Para começar, vamos lembrar de uma coisa:
·         Onde = ideia de permanência
·         Aonde = ideia de movimento
Como Usar
A palavra "onde" indica o lugar onde está ou em que se passa um acontecimento. Está ligada a verbos que expressam permanência.
Exemplos:
·         Onde ela está?
·         Não sei onde começar a caminhada.
·         Onde está o dinheiro?
Já a palavra "aonde" indica movimento ou aproximação e está ligada a verbos que expressam essa ideia.
Exemplo:
·         Aonde você quer ir?
·         Aonde vai com tamanha pressa?
·         Vamos aonde ele quiser ir.
Dica!
Substitua as palavras "aonde" ou "onde" por "para onde". Se fizer sentido, você deve utilizar a palavra aonde.
Exemplos:
1) Para onde vamos? Faz sentido. É como dizer:
Aonde vamos?
Mas,
2) Para onde vamos parar? Não é possível. Assim, o correto é dizer:
Onde vamos parar?


sábado, 9 de junho de 2018

O uso dos porquês


Fonte: estudopratico.com.br

Existem quatro tipos de porquês na língua portuguesa, e cada um deles possui uma aplicação diferente de acordo com as regras gramaticais. Hoje vamos aprender sobre esse assunto que confunde muitas pessoas e deixa muitas dúvidas.
Por que
O “por que”, separado e sem acento, tem dois empregos diferentes na língua portuguesa. Quando for a junção da preposição por + pronome interrogativo ou indefinido que, o “por que” terá o sentido de “por qual razão” ou ainda “por qual motivo”, como o exemplo abaixo:
Ex.: Por que você não vai ao parque? (por qual razão você não vai ao parque?).
Outro exemplo, na resposta do questionamento acima: Não sei por que não quero ir. Nessa frase, poderíamos trocar o “por que” por “por qual motivo”.
Além disso, pode ser a junção da preposição por + pronome relativo que. Nesse caso, possuirá o significado de “pelo qual”, podendo receber as flexões: pela qual, pelos quais, pelas quais. Confira o exemplo abaixo:
Ex.: A razão por que brigamos não lhe interessa. (pela qual)
Por quê
O “por quê”, separado e com acento, é usado quando vem antes de um ponto, seja ele final, interrogativo ou de exclamação. Apesar de receber o acento, continua com o significado de “por qual motivo” e “por qual razão”.
Ex.: Vocês não foram à festa? Por quê?
Joana não estava se sentindo bem e eu não sei por quê.
Porque
Quando junto e sem acento, o “porque” é uma conjunção causal ou explicativa, e tem significado aproximado com “pois”, “uma vez que” ou “para que”. Confira os exemplos:
Ex.: Não fui à festa porque tenho que estudar para o exame de proficiência. – Nessa frase, o porque poderia ser substituído por “pois”.
Não vá adiar as suas tarefas porque prejudicará a si mesmo. – Neste caso, substituiríamos por “uma vez que”.
Porquê
O “porquê”, quando junto e acentuado, é um substantivo e possui o significado de “o motivo”, “a razão”. Vem sempre acompanhado de artigo, pronome, adjetivo ou numeral. Para entender melhor, confira os exemplos abaixo:
Ex.: Todos sabem o porquê do seu choro. – Neste caso, o “porquê” vem como “motivo”.
Diga-me um porquê para não tentar resolver essa situação difícil. – Já neste caso, você poderia substituir por “uma razão”.
Tabela de macete
Para facilitar, confira a tabela. Esta pode ser impressa ou copiada para um caderno para facilitar a consulta e o aprendizado:
Forma
Quando usar
Exemplo
Por que
Sempre que houver perguntas ou quando as palavras “razão” e “motivo” estiverem presentes, mesmo que não explícitas.
Por que você não aceitou o convite?
Ela contou por que estava magoada.
Por quê
Em finais de frases.
Por quê? Você sabe bem por quê.
Porque
Quando corresponder a uma explicação ou causa.
Comprei este sapato porque é mais barato.
Porquê
Quando é substantivado e substitui “motivo” ou “razão”
Não sabemos o porquê de ela ter agido assim. É uma menina cheia de porquês.



Abaixo ou A Baixo?





Os termos "abaixo", escrito junto, e "a baixo", escrito separado, costumam confundir quando vamos escrever um texto.
No entanto, eles são usados em contextos diferentes. Para que você não erre mais, confira abaixo as regras, os usos e alguns exemplos.

Abaixo
O termo "abaixo', escrito junto, faz referência a algo que esteja numa posição inferior. Portanto, essa palavra é sinônima de "embaixo", "debaixo", "sob", "por baixo", etc.
Embora seja mais utilizada como advérbio de lugar, esse vocábulo também é utilizado em situações que envolvem interjeições.

Exemplos:
Abaixo a Ditadura!
Veja abaixo um exercício sobre o tema da aula.
Na lista de convocados, seu nome está abaixo do meu.
Nesse semestre suas notas estão abaixo da média da classe.
Fizemos um abaixo-assinado para retirar o professor da disciplina.
Obs: Note que o termo “abaixo-assinado” leva hífen quando se trata da petição que reúne diversas assinaturas.
Por outro lado, se ele está sendo usado para indicar a pessoa que assina o documento é escrito sem o hífen:
Tomás Souza, abaixo assinado, foi o responsável por esse abaixo-assinado.

Leia também
Atenção!
Há muitos casos em que o termo “abaixo” acompanha o verbo “seguir”. A dúvida é se o verbo é escrito no singular ou plural.
Em todos os casos, o verbo concorda com o sujeito. Ou seja, se o sujeito estiver no plural, o verbo também ficará no plural. Do contrário, se ele estiver no singular, o verbo também será escrito no singular.

Exemplos:
Segue abaixo a foto do evento.
Segue abaixo a lista de formandos.
Seguem abaixo os documentos para matrícula.
Seguem abaixo os dados necessários para inscrição no curso.

A Baixo
Já a expressão “a baixo”, escrito separado, é sinônima de “de baixo”, “para baixo” ou “até embaixo” e antônima de “do alto” ou “de cima”. Esse termo é formado pela preposição “a” mais o adjetivo “baixo”.
Quando utilizado em contraposição as expressões antônimas, ele desempenha o papel de locução adverbial, por exemplo: “de alto a baixo” ou “de cima a baixo”.
Exemplos:
Quando entrei na loja, José me olhou de cima a baixo.
Naquela tarde, o gato rasgou a cortina de cima a baixo.
Temos que lavar as janelas do alto a baixo desse prédio.
Neusa observou o candidato de alto a baixo.
Roupas e calçados a baixo preço.

Obs: O termo “a baixo” não leva crase.



quinta-feira, 7 de junho de 2018

A importância dos conectivos






Fontes: clickideia.com.br, mundovestibular.com.br, todamateria.com.br

Vamos aprender como utilizá-los para garantir a coesão e a coerência textuais
Como podemos unir os diversos elementos da língua para dar sentido a um texto? Quais ferramentas podemos utilizar para expressar nossas ideias com organização? Para apresentar os diversos conceitos em um texto de modo claro e compreensível, devemos fazer uso dos conectivos, partículas da língua portuguesa que garantem que a mensagem seja transmitida de forma adequada e receba maior alcance entre seus leitores. No entanto, os conectivos nem sempre são utilizados de forma correta. Que tal aprendermos quais são estas partículas e como utilizá-las corretamente? 
Os conectivos são utilizados para unir as ideias de um texto.
Em primeiro lugar, vamos compreender como os conectivos são ferramentas importantes para determinar a coesão e a coerência de um texto. A coesão textual é a estrutura responsável por garantir a correta relação entre as palavras, orações, períodos e parágrafos de um texto. Já a coerência textual cuida da organização lógica de um texto, ou seja, da sintonia entre as ideias presentes nas diferentes partes da obra. Para que as ideias presentes em um texto estejam organizadas, a sua estrutura também precisa estar. Por isso, os conectivos são a base da coesão textual e também contribuem para sua coerência.
A coesão de um texto depende muito da relação entre as orações que foram os períodos e os parágrafos. Os períodos compostos precisam ser relacionados por meio de conectivos adequados, se não quisermos torná-los incompreensíveis.
Para cada tipo de relação que se pretende estabelecer entre duas orações, existe uma conjunção que se adapta perfeitamente a ela. Por exemplo, a conjunção MAS só deve ser usada para estabelecer uma relação de oposição entre dois enunciados.

Valor semântico das preposições                                     
·         Assunto: O livro trata de culinária.
·         CausaCom a barba feita, conseguiu emprego.
·         Companhia: Se for para ir com você eu vou.
·         Conformidade: Entreguei tudo como ele pediu.
·         DistânciaA poucos metros você encontra a padaria.
·         Finalidade: Cheguem cedo para não perdermos o ônibus.
·         InstrumentoCom o que você se machucou?
·         Lugar: Mudou-se para a Alemanha.
·         Matéria: Fiz bolo de chocolate.
·         Meio: Falei com ela por telefone.
·         Modo: Faz tudo com disposição.
·         Oposição: Agiu contra a minha vontade.
·         OrigemDe onde você é?
·         Posse: Este livro é da biblioteca?
·         Tempo: Vou me aposentar por tempo de contribuição.
Leia Preposição.
Valor semântico das conjunções
·         Adição: Passeei e descansei.
·         Adversidade: Faço tudo e não vejo nada pronto.
·         AlternativaOra estudava, ora fingia que estudava.
·         CausaComo estou doente, não vou à festa.
·         Comparação: Anda como a mãe.
·         Concessão: Vou à praia, e está chovendo.
·         Conclusão: Não dormiu em casa porque a cama está arrumada.
·         CondiçãoSe resolver ir, chame.
·         Conformidade: Faço tudo como ele quer.
·         Consequência: Você mexe-se, e eu atiro.
·         Explicação: Fica, pois ela vai precisar de ajuda.
·         Finalidade: Faço o bolo e levo na hora do Parabéns.
·         ProporçãoTanto mais faz, tanto menos é reconhecido.
·         TempoQuando o professor chegar, eu guardo o telefone.

Conjunção

Conjunção é um termo que liga duas orações ou duas palavras de mesmo valor gramatical, estabelecendo uma relação entre eles.
Exemplos:
Ele joga futebol e basquete. (dois termos semelhantes)
Eu iria ao jogo, mas estou sem companhia. (duas orações)

 

Classificação das Conjunções

As conjunções são classificas em dois grupos: coordenativas e subordinativas.

Conjunções Coordenativas

As conjunções coordenativas são aquelas que ligam duas orações independentes. São divididas em cinco tipos:

Aditivas (e, nem, não só...mas também, não só...como também)

Exprimem soma, adição de pensamentos, por exemplo: Ana não fala nem ouve.

Adversativas (mas, porém, contudo, entretanto, no entanto, todavia)

Exprimem oposição, contraste, compensação de pensamentos, por exemplo: Não fomos campeões, todavia exibimos o melhor futebol.

Alternativas (ou...ou, já...já, ora...ora, quer...quer, seja...seja)

Exprimem escolha de pensamentos, por exemplo: Ou você vem conosco ou você não vai.

Conclusivas (logo, por isso, pois (quando vem depois do verbo), portanto, por conseguinte, assim)

Exprimem conclusão de pensamento, por exemplo: Chove bastante, portanto a colheita está garantida.

Explicativas (que, porque, assim, pois (quando vem antes do verbo), porquanto, por conseguinte)

Exprimem razão, motivo, por exemplo: Não choveu, porque nada está molhado.

Classificação das Conjunções

As conjunções são classificas em dois grupos: coordenativas e subordinativas.

Conjunções Coordenativas

As conjunções coordenativas são aquelas que ligam duas orações independentes. São divididas em cinco tipos:

Aditivas (e, nem, não só...mas também, não só...como também)

Exprimem soma, adição de pensamentos, por exemplo: Ana não fala nem ouve.

Adversativas (mas, porém, contudo, entretanto, no entanto, todavia)

Exprimem oposição, contraste, compensação de pensamentos, por exemplo: Não fomos campeões, todavia exibimos o melhor futebol.

Alternativas (ou...ou, já...já, ora...ora, quer...quer, seja...seja)

Exprimem escolha de pensamentos, por exemplo: Ou você vem conosco ou você não vai.

Conclusivas (logo, por isso, pois (quando vem depois do verbo), portanto, por conseguinte, assim)

Exprimem conclusão de pensamento, por exemplo: Chove bastante, portanto a colheita está garantida.

Explicativas (que, porque, assim, pois (quando vem antes do verbo), porquanto, por conseguinte)

Exprimem razão, motivo, por exemplo: Não choveu, porque nada está molhado.


 

Conectivos

Conectivos são palavras ou expressões que interligam as frases, períodos, orações, parágrafos e permitem a sequência de ideias.
Esse papel é desempenhado sobretudo, pelas conjunções, palavras invariáveis usadas para ligar os termos e orações em um período. Além disso, alguns advérbios e os pronomes também podem exercer essa função.
Os conectivos são elementos essenciais no desenvolvimento dos textos, uma vez que estão relacionados com a coesão textual.
Assim, se forem mal-empregados, reduzem a capacidade de compreensão da mensagem e comprometem o texto.

Lista de Conectivos

Os conectivos são essenciais para ligar as ideias no texto colaborando com a coesão textual
A aplicação da conjunção ou mesmo da locução conjuntiva como elementos conectores, depende do tipo de relação que é estabelecida entre as duas orações. Elas são classificadas em coordenativas ou subordinadas.
As conjunções coordenativas são aquelas utilizadas para ligar os termos que exercem a mesma função sintática. Ligam, também, as orações independentes.
Já as conjunções subordinadas são usadas para ligar orações que são dependentes sintaticamente.

Prioridade e relevância

Esses conectores são muito usados em início de frases para apresentar uma ideia. Eles também podem oferecer relevância ao que está sendo apresentado.
ExemploPrimeiramente devemos atentar ao conceito de pluralidade cultural.
Em primeiro lugar, antes de mais nada, antes de tudo, em princípio, primeiramente, acima de tudo, principalmente, primordialmente, sobretudo, a priori, a posteriori, precipuamente.

Tempo, frequência, duração, ordem ou sucessão

Esses conectivos situam o leitor na sucessão dos acontecimentos ou das ideias. Por esse motivo, são muito explorados em textos narrativos.
ExemploLogo após sair da aula, Bianca teve um encontro com Arthur.
Então, enfim, logo, logo depois, imediatamente, logo após, a princípio, no momento em que, pouco antes, pouco depois, anteriormente, posteriormente, em seguida, afinal, por fim, finalmente, agora, atualmente, hoje, frequentemente, constantemente, às vezes, eventualmente, por vezes, ocasionalmente, sempre, raramente, não raro, ao mesmo tempo, simultaneamente, nesse ínterim, nesse meio tempo, nesse hiato, enquanto, quando, antes que, depois que, logo que, sempre que, assim que, desde que, todas as vezes que, cada vez que, apenas, já, mal, nem bem.

Semelhança, comparação ou conformidade

Para estabelecer uma relação com uma ideia ou um conceito que já foi apresentado anteriormente no texto, utilizamos esse tipo de conectivos. Além disso, podem ser utilizados para apontar ideias de outro texto (intertextualidade).
ExemploDe acordo com as ideias de Darcy Ribeiro, o povo brasileiro é muito diverso.
Igualmente, da mesma forma, assim também, do mesmo modo, similarmente, semelhantemente, analogamente, por analogia, de maneira idêntica, de conformidade com, de acordo com, segundo, conforme, sob o mesmo ponto de vista, tal qual, tanto quanto, como, assim como, como se, bem como.

Condição ou hipótese

Esses termos são utilizados em situações circunstanciais que podem oferecer hipóteses para uma situação futura.
ExemploCaso chova essa tarde, não iremos na academia.
Se, caso, eventualmente.

Continuação ou adição

Para acrescentar algo ao texto, e que esteja relacionado com o que anteriormente foi apresentado, usamos os conectivos de continuação ou adição.
Exemplo: Suzana foi professora na Universidade de Minas Gerais no período da Ditadura Militar. Além disso, foi coordenadora do Departamento de Artes vinculado à Secretaria de Cultura do município de Belo Horizonte.
Além disso, demais, ademais, outrossim, ainda mais, por outro lado, também, e, nem, não só, como também, não apenas, bem como.

Dúvida

Para inserir no texto uma dúvida ou probabilidade utilizamos esses conectivos.
ExemploÉ provável que Tomás não venha trabalhar hoje.
Talvez, provavelmente, possivelmente, quiçá, quem sabe, é provável, não certo, se é que.

Certeza ou ênfase

Quando queremos ressaltar algo que temos certeza ou mesmo para enfatizar uma ideia no texto, utilizamos esses elementos de coesão.
ExemploCertamente Cecília esteve envolvida no caso de roubo.
Por certo, certamente, indubitavelmente, inquestionavelmente, sem dúvida, inegavelmente, com certeza.

Surpresa ou imprevistos

Esses elementos enfatizam uma surpresa ou mesmo algo que não estava previsto acontecer. São muito utilizados em textos descritivos e narrativos.
ExemploDe repente vimos o dono da empresa nas galerias de arte.
Inesperadamente, de súbito, subitamente, de repente, imprevistamente, surpreendentemente.

Ilustração ou esclarecimento

Como forma de esclarecer algum conceito ou ideia apresentados no texto, utilizamos esses conectivos.
Exemplo: Os estudantes poderão utilizar diversos locais da faculdade durante o evento, ou seja, o anfiteatro, a biblioteca, o refeitório e o pátio.
Por exemplo, isto é, ou seja, aliás.

Propósito, intenção ou finalidade

Nesse caso, o produtor do texto tem um propósito ou uma finalidade definida. Ou seja, ele quer apresentar o objetivo relacionado com o que almeja alcançar.
ExemploCom o intuito de ganhar mais votos para as eleições, Joaquim divulgou muito seu trabalho.
Com o fim de, a fim de, como propósito de, com a finalidade de, com o intuito de, para que, a fim de que, para, ao propósito.

Lugar, proximidade ou distância

Advérbios de lugar e pronomes demostrativos são algumas classes gramaticais que envolvem esses conectivos. Eles são utilizados para indicarem a distância entre algo.
Exemplo: Eles viveram muitos anos próximos da Catedral, no centro da cidade.
Perto de, próximo a ou de, justo a ou de, dentro, fora, mais adiante, aqui, além, acolá, lá, ali, este, esta, isto, esse, essa, isso, aquele, aquela, aquilo, ante, a.

Conclusão ou resumo

Muito comum serem utilizados na conclusão de um parágrafo ou mesmo de uma redação, para resumir as ideias que foram apontadas no texto.
ExemploEm resumo, podemos notar o aumento das taxas alfandegárias durante o período apresentado.
Em suma, em síntese, enfim, em resumo, portanto, assim, dessa forma, dessa maneira, desse modo, logo, pois, assim sendo, nesse sentido.

Causa, consequência e explicação

Esses elementos conectivos servem para explicar as causas e consequências de uma ação, um fenômeno, etc.
Exemplo: O aquecimento global tem afetado diretamente o ser humano e os animais. Como resultado, temos a extinção de muita espécies.
Por consequência, por conseguinte, como resultado, por isso, por causa de, em virtude de, assim, de fato, com efeito, tão, tanto, tamanho, que, porque, porquanto, pois, já que, uma vez que, visto que, como (no sentido de porque), portanto, que, de tal forma que, haja vista.

Contraste, oposição, restrição, ressalva

Os conectivos de oposição, como o próprio nome indica, servem para opor ideias ou conceitos num período.
ExemploEmbora o Brasil seja um país diverso, podemos encontrar singularidades em muitas regiões do país.
Pelo contrário, em contraste com, salvo, exceto, menos, mas, contudo, todavia, entretanto, no entanto, embora, apesar de, ainda que, mesmo que, posto que, ao passo que, em contrapartida.

Ideias alternativas

Nesse caso, usamos os conectivos quando queremos citar mais de uma opção.
ExemploOu enfrentamos o problema, ou não poderemos mais trabalhar juntos.
Ou, ou...ou, quer...quer, ora...ora.